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Justiça aceita denúncia e agente penal vira réu por morte de torcedor do Fluminense

Novos registros mostram momento em que agente efetua disparos que matou cinegrafista e deixou outro homem ferido

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 13 de abril de 2023 - 14:32
Preso preventivamente, Marcelo de Lima é réu por homicídio triplamente qualificado
Preso preventivamente, Marcelo de Lima é réu por homicídio triplamente qualificado -

A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra o policial penal Marcelo de Lima, acusado de assassinar um homem e deixar outro ferido durante uma discussão após a partida entre Flamengo e Fluminense no último dia 1º de abril. Com o aceite judicial nesta quarta (12/04), o agente se tornou réu por homicídio triplamente qualificado e segue em prisão preventiva.

Novos registros do dia do crime mostram o momento em que o homem dispara contra as duas vítimas próximo a uma pizzaria no Maracanã. Na imagem, obtida por câmeras de segurança e divulgados pela Rede Globo, é possível ver Thiago Leonel Fernandes da Motta e Bruno Tonini Moura no chão, além dos clarões de disparos de arma de fogo. Confira:

 

Autor: Reprodução/Tv Globo
 

De acordo com relatos de testemunhas, a motivação do crime foi política. O policial teria provocado os homens dizendo que "petista é igual flamenguista, tudo burro e ladrão". Uma discussão se desenrolou após a declaração, segundo os relatos, e Marcelo efetuou disparos que mataram Thiago, cinegrafista da TV Band, no mesmo momento e deixaram Bruno ferido.

Bruno segue internado. Apesar de ter perdido parte de alguns órgãos, a vítima teve uma melhora no quadro de saúde e já respira sem aparelhos.


Leia mais sobre o caso:

➢ Torcedor do Flu foi morto após discussão sobre política, diz denúncia do MP

➢ Torcedor baleado no Maracanã apresenta melhora no estado de saúde

➢ Policial acusado de matar torcedor do Fluminense tem prisão preventiva decretada


A denúncia  foi feita na última terça (11/04) pela 1ª Promotoria de Justiça junto do IV Tribunal do Júri da Capital. A Secretaria de Administração Penitenciária afirmou, em nota, que "repudia todo ato de violência praticado pelos seus servidores" e esclareceu que o agente não estava em atividade profissional no momento em do crime.

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