Mulher que fez ataques racistas a criança em SG passará por avaliação psiquiátrica
Hipótese de transtornos foi levantada pela mãe da suspeita

A mulher suspeita de fazer comentários racistas a uma menina de dois anos em São Gonçalo será submetida à avaliação psiquiátrica. O caso aconteceu no dia 5 de agosto deste ano e os ataques foram feitos através da rede social da mãe da criança, que registrou boletim de ocorrência na 72ª DP (Mutuá), responsável pela investigação do caso.
A 72ª DP já coletou o depoimento da mulher, que admitiu ter feito os comentários. Ela alegou ainda que os ataques foram motivados por um sentimento de raiva. A mãe da suspeita, no entanto, levantou a hipótese de que a filha tem comprometimento mental e por isso ela deverá passar pela avaliação psiquiátrica afim de comprovar a informação.
A avaliação será realizada com um psiquiatra do Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro e deve acontecer na próxima semana. Com base no relatório da perícia psiquiátrica a polícia concluirá se a suspeita é capaz ou não de responder sobre o crime de injúria.
Relembre o caso
Moradora de São Gonçalo, uma psicóloga, de 36 anos, procurou a delegacia do Mutuá (72ª DP) após receber diversos comentários racistas direcionados à sua filha por meio de uma rede social. Ele havia publicado vídeos onde mostrava a criança, de apenas dois anos, falando as primeiras palavras. “Ela tem uma raiz de cabelo um pouco dura, né?!”, dizia uma das mensagens.
A psicóloga respondeu as ofensas e tentou explicar que o cabelo não tinha "raiz ruim", e, sim, que era crespo. No entanto, ela continuou recebendo ofensas da pedagoga. Revoltada com o caso, a mãe da criança procurou a delegacia, onde registrou ocorrência contra a mulher por crime de injúria por preconceito.
"Se está nas redes sociais eu falo o que quiser e o comentário foi sobre o cabelo, em nenhum momento fui racista. Não vem dar uma de vítima pra cima de mim, ok?", comentou a agressora.