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7 curiosidades sobre São Gonçalo que você provavelmente não sabia

Muitas dessas histórias ainda são pouco conhecidas pela própria população

relogio min de leitura | Redação
Alto do gaia
Alto do gaia -

Com quase milhão de habitantes, São Gonçalo é conhecida pela diversidade de seus talentos artísticos, musicais e esportivos, mas também guarda um rico acervo histórico e cultural. Muitas dessas histórias, porém, ainda são pouco conhecidas pela própria população.

Confira (ou relembre!) 7 curiosidades sobre São Gonçalo que você provavelmente não sabia.

1. São Gonçalo tem um relógio de sol único no mundo

Relógio de Sol
Relógio de Sol |  Foto: Arquivo OSG/Filipe Aguiar

Na Praça Ayrton Senna, próxima à Rua Dr. Francisco Portela, na Parada 40, existe um relógio de sol vertical com duas faces. Segundo as informações reunidas pelo historiador Décio Machado, responsável pela construção, trata-se do único exemplar desse tipo no mundo.

O relógio foi inaugurado em 1990, em comemoração ao centenário da emancipação de São Gonçalo.

E o próprio nome do bairro também tem uma história curiosa. Na época em que os bondes eram um dos principais meios de transporte da região, havia 40 paradas entre Niterói e o local. Daí surgiu o nome Parada 40.

2. O chamado “Índio do Arsenal” não é Araribóia

"Índio" do Arsenal
"Índio" do Arsenal |  Foto: Divulgação

No alto do morro do bairro Arsenal, uma estátua conhecida popularmente como “Araribóia de São Gonçalo” chama a atenção de quem passa pela região.

Apesar da associação com o personagem indígena que também dá nome à famosa estátua de Niterói, a representação existente em São Gonçalo é, na realidade, uma imagem de Oxóssi, entidade cultuada nas religiões de Candomblé e Umbanda.

A obra foi instalada há cerca de 50 anos por Guaíra Xavier, proprietária de um terreiro.

3. As grutas de Santa Izabel são antigas minas de calcário

Caverna de Santa Izabel
Caverna de Santa Izabel |  Foto: Divulgação

São Gonçalo possui um conjunto de grutas, mas a história delas é diferente do que muita gente imagina.

As chamadas Grutas de Santa Izabel não são cavernas naturais. Elas surgiram a partir da escavação de rochas calcárias e ficam a aproximadamente 300 metros acima do nível do mar.

O local reúne 22 minas desativadas. Para chegar até as grutas, é necessário fazer uma caminhada de cerca de 50 minutos, partindo do centro de Santa Izabel em direção à Fazenda Santa Edwiges, onde ficam as formações.

Apesar do acesso considerado complicado, visitantes relatam que o passeio vale a pena. As visitas precisam ser agendadas e realizadas em grupos ou excursões.

4. A Capela da Luz foi construída após um naufrágio

Capela da Luz
Capela da Luz |  Foto: Divulgação

Às margens da Baía de Guanabara, na Praia da Luz, está a Capela de Nossa Senhora da Luz, construída ainda no século XVII.

Segundo a história preservada sobre o local, Francisco Dias da Luz ergueu a capela como forma de agradecimento à santa depois de sobreviver a um naufrágio.

O templo foi registrado como patrimônio histórico municipal em 1985 e permanece como um dos marcos históricos da cidade.

5. São Gonçalo tem o ponto mais alto com mais de 538 metros de altitude

Alto do gaia
Alto do gaia |  Foto: Divulgação

Na Serra de Itaitindiba está o Alto do Gaia, considerado o ponto mais alto de São Gonçalo, com mais de 538 metros de altitude.

O local fica dentro da Fazenda Santa Edwiges, em Santa Izabel, e é aberto à visitação pública.

A região também chama atenção pelas possibilidades de trilhas e pela paisagem, que oferece uma perspectiva diferente do município.

6. A cabeça do Cristo Redentor foi moldada e montada em São Gonçalo

Cabeça do Cristo Redentor em São Gonçalo antes de se juntar ao corpo em 1931
Cabeça do Cristo Redentor em São Gonçalo antes de se juntar ao corpo em 1931 |  Foto: Divulgação/Acervo de Carlos Lacerda

Uma das maiores surpresas da história de São Gonçalo está ligada a um dos monumentos mais famosos do Brasil: o Cristo Redentor.

Antes de chegar ao Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, partes do monumento, incluindo a cabeça, foram moldadas e montadas em São Gonçalo, no bairro Barro Vermelho, na chácara do engenheiro Heitor Levy.

O local onde ficava a chácara é hoje ocupado pelo Colégio Santa Catarina.

A cabeça do Cristo foi criada pelo escultor romeno Gheorghe Leonida. O molde de gesso da peça foi dividido em dezenas de partes, que foram transportadas para São Gonçalo. Na chácara de Heitor Levy, as partes foram remontadas e concretadas antes de serem levadas ao Rio de Janeiro para a união definitiva com o restante do monumento.

Ou seja: antes de o Cristo Redentor ganhar os céus do Rio, uma parte importante de sua construção passou por terras gonçalenses.

7. São Gonçalo já teve uma antiga câmara magmática — e daí surgiu a história de um “vulcão”

A história de que existe um vulcão em São Gonçalo ganhou força em 1967, com o Maciço de Itaúna, quando o bairro vizinho da Trindade foi atingido por pequenos abalos sísmicos.

Pesquisas realizadas pelo professor André Luiz Ferrari, da Universidade Federal Fluminense (UFF), apontaram que a região passou por atividade vulcânica há milhões de anos. Segundo o estudo citado pelo pesquisador Erick Bernardes, essa atividade teria começado há cerca de 68 milhões de anos e terminado há aproximadamente 50 milhões de anos.

A geógrafa e professora Débora Rodrigues Barbosa também pesquisou o fenômeno e identificou características geológicas semelhantes entre os maciços de Mendanha, Itaúna e a Ilha de Cabo Frio.

Mas calma: São Gonçalo não tem um vulcão ativo escondido debaixo da cidade. O Maciço de Itaúna não é um vulcão exposto, mas uma antiga câmara magmática.


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