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Caso Alana Anisio: Primeira audiência realizada no Fórum Regional de Alcântara em São Gonçalo

Alana foi atingida com pelo menos 30 facadas, ficou internada por 26 dias e recebeu alta após o período de recuperação

relogio min de leitura | Escrito por Nayra Silva com edição de Sérgio Soares | 15 de abril de 2026 - 18:24
A mobilização foi convocada pelas redes sociais e ganhou ainda mais força após a própria Alana se pronunciar, pedindo a presença de apoiadores no local
A mobilização foi convocada pelas redes sociais e ganhou ainda mais força após a própria Alana se pronunciar, pedindo a presença de apoiadores no local -

A primeira audiência do caso Alana Anisio, realizada na tarde desta quarta-feira (15), no Fórum de Alcântara, em São Gonçalo, foi marcada por um grande ato em frente ao local, reunindo familiares, amigos e apoiadores em um pedido coletivo por justiça. Antes do início da sessão, a mãe de Alana, Jaderluce, falou com a imprensa e, emocionada, fez um apelo para que o caso não seja esquecido e que a Justiça avance. “Eu conto muito com vocês, repórteres, jornalistas, para nos ajudarem a fazer justiça, a lutar pela causa que a gente precisa”, afirmou. 

A mobilização foi convocada pelas redes sociais e ganhou ainda mais força após a própria Alana se pronunciar, pedindo a presença de apoiadores no local. Ela foi vítima de tentativa de feminicídio, no dia 6 de fevereiro desse ano, ao ter sua casa invadida por um vizinho, Luíz Felipe Sampaio Silva. Usando uma faca, ele atacou a vítima porque ela não aceitava se relacionar com ele. Ela foi ferida trinta vezes e acabou salva pela mãe, que se atracou a Luiz e conseguiu expuls-alo. 

O ato teve início por volta das 13h30 e levou dezenas de pessoas à porta do fórum, com cartazes, mensagens e palavras de ordem cobrando respostas. O caso ganhou repercussão após a jovem sobreviver a um ataque. Segundo a família, Alana foi atingida com pelo menos 30 facadas, ficou internada por 26 dias e recebeu alta após o período de recuperação. 

A mobilização foi convocada pelas redes sociais e ganhou ainda mais força após a própria Alana se pronunciar, pedindo a presença de apoiadores no local

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Do lado de fora do fórum, o clima foi de comoção, expectativa e cobrança. Manifestantes permaneceram concentrados na entrada do prédio acompanhando cada movimentação, enquanto aguardavam por novidades sobre o andamento da audiência. Jaderluce também falou sobre a força da filha diante da violência sofrida. “A Alana é uma fortaleza. Eu não sabia que a minha filha era tão forte. A gente achava que ela era frágil, mas ela é uma guerreira, lutou muito para sobreviver”, disse. 

Do lado de fora do fórum, o clima é de comoção, expectativa e cobrança

A mãe ainda reforçou o desejo por punição ao responsável pelo crime. “Ele não pode ficar impune. Eu queria que ele ficasse muitos anos preso, pelo que ele fez”, declarou. Entre os familiares, Juliana Serrano, esposa do primo de Alana, também acompanhava a movimentação e falou com a reportagem. Emocionada ao falar da jovem, ela destacou a força e o impacto do caso na família. “Falar da Alana me emociona… ela é uma menina muito forte, estudiosa, carinhosa, generosa. Quando tudo aconteceu, foi um choque pra gente. Ninguém espera que algo assim aconteça tão perto. Mas quem conhece a Alana sabe da força dela. Ela vai ser uma grande médica, eu tenho certeza disso”, disse.

A mãe de Alana, Jaderluce

Juliana também reforçou o significado da audiência para a família e o desejo por justiça. “Significa muito, porque a gente está aqui buscando justiça. A gente quer que ele pegue a pena máxima. A gente luta para que ele fique muitos anos na cadeia, que é onde merece estar”, afirmou. Ela ainda destacou a importância da mobilização. “A gente está aqui por justiça, pelo apoio. Porque juntos a gente fica mais forte. É para que a história dela não seja esquecida”, completou.

Fábio Muniz, primo de Alana, e a esposa, Juliana Serrano

A presença do público chamou a atenção de quem passava pela região e evidenciava a pressão popular por respostas. 

Entenda o caso Alana Anísio Rosa foi esfaqueada diversas vezes na noite de 6 de fevereiro desse ano. O autor, Luíz Felipe Sampaio Silva, segundo investigações da polícia, planejou o crime porque ela não queria se relacionar com ele. Nesse dia, ele que era seu vizinho, invadiu sua casa, aproveitando que ela estava sozinha. Utilizando uma faca ele passou a golpear a vítima, que resistiu ao ataque. A mãe de Alana, que acabara de chegar do trabalho, interveio, desesperada e conseguiu interrromper o ataque e expulsar Luiz Felipe da casa. A jovem sofreu ferimentos de faca no rosto, ombro e tórax, principalmente.   

Luiz Felipe foi preso em flagrante horas após o crime. Em 8 de fevereiro, a Justiça determinou a prisão preventiva dele.

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