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Polícia Civil realiza operação contra organização criminosa que explorava transporte clandestino na Região dos Lagos

Os agentes estão nas ruas para cumprir mandados de busca e apreensão nos municípios envolvidos no esquema

relogio min de leitura | Redação 24 de julho de 2026 - 08:42
A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco)
A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) -

Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) deflagraram, nesta sexta-feira (24/07), uma operação contra uma organização criminosa responsável pela exploração do transporte clandestino intermunicipal de passageiros entre Cabo Frio e a capital fluminense. As investigações apontaram que o grupo utilizava violência, ameaças e cobranças ilegais para controlar os pontos de embarque e manter o monopólio criminoso da atividade. Os agentes estão nas ruas para cumprir mandados de busca e apreensão nos municípios envolvidos no esquema. A ação conta com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

A investigação teve início a partir da troca de informações com o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) sobre a existência de um grupo criminoso estruturado que, há anos, explorava linhas de transporte entre Cabo Frio e o Rio de Janeiro. Os agentes da Draco deram início a um intenso trabalho de inteligência e identificaram uma complexa organização criminosa, com divisão de funções, cobrança sistemática de taxas dos motoristas e controle dos pontos de embarque.


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O grupo funcionava como uma verdadeira empresa do crime, com divisão de funções entre administradores, responsáveis pelos pontos de embarque, motoristas e os chamados "papagaios", encarregados de captar passageiros. Para manter o domínio sobre o serviço clandestino, o bando cobrava taxas ilegais dos condutores, controlava os locais de embarque e impedia a atuação de concorrentes por meio de intimidação e violência.

O líder do esquema é um dos principais alvos da operação. Ele coordenava a exploração do transporte clandestino e utilizava sua influência como policial militar para impor um verdadeiro monopólio da atividade na região. As apurações revelaram que esse domínio não se limitava à exploração econômica do transporte irregular. O controle da atividade estaria associado à prática de diversos crimes correlatos, como extorsões mediante cobrança de taxas ilegais, ameaças contra motoristas concorrentes e agentes públicos responsáveis pela fiscalização, danos qualificados e até homicídios relacionados às disputas pelos pontos de embarque.

Ao longo das apurações, os policiais ouviram testemunhas, analisaram imagens de câmeras de segurança, além de documentos e movimentações financeiras que confirmaram a existência de uma estrutura organizada para a exploração ilícita do serviço. As diligências desta sexta-feira têm como objetivo localizar celulares, computadores, documentos, registros financeiros, armas, valores e demais elementos que serão utilizados para aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e esclarecer a extensão das atividades criminosas.

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