Vereador Armando Marins se defende de acusações do MPE
Parlamentar disse que é "vítima" na ação

O vereador gonçalense Dr. Armando Marins, do Partido Social Cristão (PSC), se defendeu da ação movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) do Rio de Janeiro que investiga o uso de candidaturas laranjas na eleição municipal de 2020. Em nota enviada ao jornal O SÃO GONÇALO, o parlamentar afirmou que é vítima da ação, e não réu.
"O vereador informa que a ação de investigação judicial eleitoral em curso, solicitada pelo Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro investiga exclusivamente o Partido Social Cristão. Esclarece também que não é investigado nesta ação, e que a suspeita de usar candidaturas falsas na eleição passada é sobre o Partido e não sobre o vereador", diz a nota.
Apesar do que foi mencionado pelo vereador em sua defesa, a investigação do MPE não investiga exclusivamente o Partido Social Cristão, mas também o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
"Doutor Armando é vítima e não réu nessa ação, uma vez que cumpriu todas as exigências legais para concorrer ao pleito, no qual foi eleito para o terceiro mandato de vereador. Cabe destacar que o vereador ainda não foi oficialmente notificado da ação do Ministério Público Eleitoral e que quando isto acontecer ele estará à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos às autoridades", disse.
Apesar do que afirmou em nota, o vereador é investigado na ação do Ministério Público Eleitoral, já que uma possível candidatura laranja teria contribuído em sua própria candidatura.
"Armando Marins reafirma o compromisso com a verdade e a ética, que sempre pautou a sua vida", encerrou o vereador, em nota.
ENTENDA O CASO
O promotor de justiça Reinaldo Moreno Lomba, do Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro (MPE-RJ), apresentou duas ações de investigação judicial eleitoral contra os diretórios municipais do partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Partido Social Cristão (PSC) por terem apresentado supostas candidaturas fictícias nas eleições municipais de 2020. A prática é popularmente conhecida como "candidatura laranja".
Entre os citados na ação estão dois vereadores: o presidente da Câmara Municipal de São Gonçalo, vereador Lecinho (MDB), o vereador Armando Marins (PSC); além de mais 80 candidatos dos dois partidos que disputaram a eleição para vereador na cidade no ano passado. Segundo a investigação do MPE, uma das candidatas laranja, Sheilla Mara Alves, colaborou com a campanha do então candidato adversário Armando Marins. Além disso, ela não obteve nenhum voto e também não prestou contas à justiça eleitoral.
Caso a justiça atenda a solicitação do Ministério Público Eleitoral, o vereador Armando Marins pode ter o diploma de vereador cassado e ficará inelegível por oito anos.
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