STF forma maioria contra prorrogação da CPMI do INSS
Na última segunda, relator do caso, André Mendonça, havia determinado prosseguimento de até 120 dias dos trabalhos da comissão

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria contra a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS em votação realizada na tarde desta quinta-feira (26). O placar final ficou em 8 a 2. Com a decisão, os trabalhos da comissão deverão ser encerrados no próximo sábado (28).
Na última segunda-feira, o ministro André Mendonça determinou o prosseguimento da CPMI do INSS por até 120 dias. O ministro atendeu ao pedido de liminar feito pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Segundo o senador, há omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação.
No plenário, os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin divergiram do relator. Apenas o ministro Luiz Fux votou junto ao relator André Mendonça.
A CPMI iniciou os trabalhos em agosto de 2025 e passou a investigar os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
No decorrer das sessões, a comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.
Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.