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Preço da gasolina nos EUA dispara por conta de ataques ao Irã

Aumento foi de 26,9%, o maior dede o furacão Katrina, em 2005

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 16 de março de 2026 - 19:25
Trump pediu auxílio de outras nações para confronto no Irã, mas nenhum se manifestou
Trump pediu auxílio de outras nações para confronto no Irã, mas nenhum se manifestou -

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã desencadearam, além do início de uma guerra, uma nova consequência para o cidadão americano: a alta no preço do petróleo. Os valores permaneceram elevados nesta segunda-feira (16), após ataques a instalações petrolíferas no Oriente Médio e a declaração da Casa Branca sugerindo que o conflito contra o Irã pode durar mais algumas semanas.

Os preços da gasolina subiram, inclusive, 2 centavos de dólar, chegando a aproximadamente US$ 3,72 por galão, segundo a American Automobile Association (AAA), o valor mais alto para a gasolina comum desde outubro de 2023. Desde o início da guerra, o preço já aumentou 74 centavos por galão, um salto de 26,9% no último mês, o maior desde o furacão Katrina, em 2005.

O movimento contraria uma das principais promessas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua última campanha presidencial: a queda no preço da gasolina. Em dezembro, o combustível custava menos de US$ 3 por galão, o menor valor desde maio de 2021.


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O diesel também registrou forte alta. O combustível acumulou aumento total de US$ 1,24, chegando à média de US$ 4,99 por galão, valor mais próximo dos níveis observados em dezembro de 2022, quando a média atingia US$ 5. Empresas de transporte rodoviário já começaram a adicionar sobretaxas de combustível, repassando os custos ao consumidor.

No mercado internacional, o petróleo Brent fechou em US$ 100,21 por barril, enquanto o WTI chegou a US$ 93,5, níveis mais altos desde 2022. A escalada ocorre em meio às tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo.

Após os ataques, o Irã passou a restringir a passagem de parte dos petroleiros pelo estreito, elevando ainda mais a preocupação com o fornecimento global de energia.

Segundo estrategistas de commodities do banco ING, o conflito parece estar longe de terminar. O ataque dos Estados Unidos à ilha de Kharg na sexta-feira (13) aumentou o temor no mercado, já que a maior parte das exportações de petróleo iraniano parte da ilha.

Pouco depois dos ataques à ilha, destroços de um drone iraniano caíram em um terminal de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, forçando a interrupção temporária das operações na instalação. O foco dos Estados Unidos tem sido as estruturas petrolíferas iranianas, mas Trump afirmou na rede social Truth Social, na sexta-feira, que poderá ordenar uma intervenção mais forte caso o Irã continue impedindo a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

“Os mercados ainda estão preocupados com uma possível escalada do conflito e, a cada dia que passa, os investidores passam a precificar um conflito mais prolongado”, afirmou Jim Reid, chefe de pesquisa macroeconômica do Deutsche Bank, em nota.

No último domingo (15), Trump pediu a aliados dos Estados Unidos que enviem navios de guerra para ajudar a garantir a segurança no estreito, chegando a ameaçar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) caso não receba apoio. Até o momento, nenhum país anunciou o envio de embarcações militares.

Do outro lado, o Irã aumentou a pressão e declarou que poderá atacar qualquer infraestrutura petrolífera ou de gás natural ligada aos Estados Unidos.

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