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PF encontra mensagem de Bolsonaro com ordem para disparo de 'fake news'

Registro foi encontrado no celular do empresário Meyer Nigri, fundador da Tecnisa

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 22 de agosto de 2023 - 17:41
A mensagem teria sido finalizada com a ordem "Repasse ao máximo", destacada em caixa alta
A mensagem teria sido finalizada com a ordem "Repasse ao máximo", destacada em caixa alta -

A Polícia Federal (PF) encontrou uma mensagem de Jair Bolsonaro enviada a Meyer Nigri, fundador da Tecnisa, que ataca integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e ordena a propagação de notícias falsas sobre urnas e pesquisas. A mensagem teria sido finalizada com a ordem "Repasse ao máximo", destacada em caixa alta. As informações são da jornalista Daniela Lima, da GloboNews.

No texto atribuído a Bolsonaro (o número de contato estava registrado como "PR Bolsonaro 8"), foram constatados ataques ao ministro Luís Roberto Barroso e citação de uma suposta fraude, com ataque aos institutos de pesquisa sob a alegação de inflarem números "pró-Lula". Após a ordem para disparar as notícias falsas, Nigri escreve, em resposta a Bolsonaro: "Já repassei para vários grupos!".


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No fim do ano passado, o portal 'Metrópoles' revelou conversas pró-golpe de Estado em caso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um grupo frequentado por grandes empresários que apoiavam Jair Bolsonaro. Com base na reportagem, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a busca e apreensão de aparelhos telefônicos e outros itens contra oito desses investidores.

Na segunda-feira (21), o ministro determinou que dois deles permaneçam sob investigação: Meyer Nigri e Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan. Os outros seis alvos tiveram as acusações arquivadas. Moraes entendeu que, embora eles tivessem consumido e compartilhado desinformação, o fizeram dentro de parâmetros abarcados pela liberdade de expressão.

Na decisão, Moraes ressaltou um trecho que afirma que “restou evidenciado que cinco, das seis contas analisadas, pertencem aos familiares dos empresários” e que por isso não haveria “interesse direto para a investigação em contento”.

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