Senador pede a extradição de Bolsonaro ao Brasil; entenda!
Ex-presidente se pronunciou em suas redes sociais sobre os ataques em Brasília

Nos Estados Unidos desde dias antes do fim de seu governo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou em suas redes sociais sobre os atos de terrorismo ocorridos em Brasília nesse domingo e rebateu as acusações do presidente Lula (PT) de ser o responsável pelo movimento golpista existente no Distrito Federal.
"Fogem à regra" foi o termo usado por ele para se referir aos atos de terrorismo praticados por seus apoiadores. "Manifestações pacíficas, na forma da lei, fazem parte da democracia. Contudo, depredações e invasões de prédios públicos como ocorridos no dia de hoje, assim como os praticados pela esquerda em 2013 e 2017, fogem à regra", escreveu.
Bolsonaro também reconheceu em sua postagem que Lula é o atual chefe do Executivo do país. Manifestantes pró-Bolsonaro que atuaram nos atos de terrorismo ainda questionam a derrota de Bolsonaro nas urnas e a vitória de Lula nas eleições de 2022.
Ontem (08), logo após os atos golpistas chegarem à imprensa internacional, os deputados democratas dos EUA, Alexandria Ocasio-Cortez e Joaquin Castro pediram a extradição do ex-presidente Bolsonaro ao Brasil.
"Quase 2 anos depois que o Capitólio dos EUA foi atacado por fascistas, vemos movimentos fascistas no exterior tentando fazer o mesmo no Brasil", escreveu Alexandria, completando que "Os EUA devem parar de conceder refúgio a Bolsonaro na Flórida".
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No Brasil, em entrevista ao portal UOL nesta segunda-feira (09), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) defendeu a extradição do ex-presidente e destacou que quer que o ex-mandatário seja investigado não apenas por suas ações durante a pandemia da covid-19, mas também por atitudes como pedir o fechamento do STF.
"Em todos os momentos, o Bolsonaro foi esse que está aí: fugiu na hora H, quando estava para se deflagrar a invasão à sede dos Três Poderes.", declarou.
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Calheiros também acusa Augusto Aras, procurador-geral da República, de agir em defesa de interesses que beneficiariam Jair Bolsonaro e seus apoiadores, e pede seu impeachment.
"Fui enganado. Ele repetiu que seria isento na questão dos encaminhamentos que seriam tomados pela CPI e fez tudo diferente. Até passou o ano dizendo que não tinha as provas que a CPI havia juntado. Ele não pode nos enganar novamente. Defendo o impeachment do procurador-geral da República porque ele é um reincidente na prevaricação", afirmou.
Não há previsão de que o ex-presidente Bolsonaro retorne ao Brasil por livre e espontânea vontade.