Ex-prefeito Rodrigo Neves é confirmado como candidato a governador pelo PDT
Partido confirmou chapa formada com ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, como vice

O ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), teve sua candidatura ao Governo do estado do Rio de Janeiro oficializada na manhã deste sábado (23/07), durante convenção partidária na Tijuca, na Zona Norte do Rio. Neves concorre ao cargo de governador em chapa formada em conjunto pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Social Democrático (PSD), que apresentou Felipe Santa Cruz (PSD), ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como candidato a vice-governador.
Até semana passada, o PSD pretendia lançar Santa Cruz como candidato do partido ao Governo. Porém, por conta de pesquisas que apontam baixa intenção de voto em seu nome, o ex-presidente da OAB acabou desistindo da candidatura para apoiar Rodrigo Neves.
O evento, que aconteceu no Clube Municipal, na Zona Norte da cidade do Rio, contou com a presença de Ciro Gomes, candidato à Presidência pelo PDT, e Carlos Lupi, presidente nacional do partido. Também compareceu à convenção o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que era um dos principais apoiadores da pré-candidatura de Santa Cruz.
Em seu discurso, Rodrigo Neves destacou o interesse em aproveitar a verba dos royalties provenientes da exploração de petróleo para investir em um projeto de renda básica emergencial e na educação pública do estado. "Nos próximos 15 anos, nós vamos ter um segundo ciclo da economia de carbono da indústria do petróleo, a partir de 2023 até 2035. O Rio vai sair de R$ 11 bilhões, R$ 12 bilhões de receita de royalties para R$ 30 bilhões pelos próximos 10, 15 anos. Nós não podemos repetir os erros dos últimos 30 anos, onde a maldição do petróleo corrompeu a elite politica e abandonou a sociedade fluminense", afirmou o candidato.
Rodrigo Neves tem 45 anos e foi prefeito do município de Niterói, região metropolitana do estado, de 2013 a 2020. Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), já cumpriu mandatos como vereador, deputado estadual e secretário estadual. Em dezembro de 2018 foi preso por suspeita de envolvimento em um esquema de pagamento de propinas a agente públicos e empresários do setor de transportes, mas foi solto por 6 votos a 1 por determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, reassumiu a Prefeitura de Niterói, completou o mandato e elegeu o sucessor com 62% dos votos.
Recentemente, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu e a justiça acatou pela extinção da ação civil pública contra Neves. A acusação, baseada apenas em delação premiada, não encontrou nenhuma prova.