Um mês após saída de Pablo da Água do PT, Ricardo Castor ainda não tomou posse como vereador em SG

A expulsão foi efetivada, mas sem os devidos documentos, Ricardo não pode assumir

Escrito por Ana Carolina Moraes 30/04/2022 14:20, atualizado em 30/04/2022 13:52
Ricardo Castor quer assumir seu lugar que é de direito
Ricardo Castor quer assumir seu lugar que é de direito . Foto: Reprodução/Internet

"Meus planos como vereador de São Gonçalo incluem realizar melhorias nas comunidades, que precisam muito, e ser um cara correto, visando o interesse também dos funcionários públicos do município". Esses são os planos para o mandato de Ricardo Castor, que é o primeiro suplente do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Vereadores. É ele quem assume caso algum outro vereador seja expulso de seu partido. E foi isso o que ocorreu há cerca de um mês, quando no dia 27 de março, os membros do PT decidiram expulsar o vereador Pablo da Água. Após a apresentação da ata de expulsão de Pablo, Ricardo ou o PT conseguiriam pedir o mandato do vereador na Justiça e, a partir daí, Ricardo assumir o lugar deste, o que ainda não ocorreu. A indagação pelo suplente  é: por qual motivo?

Segundo informações, Pablo foi expulso do PT após uma decisão unânime dos membros do partido tomada em uma reunião que ocorreu no dia 27 de março. Ele foi expulso do partido por apoiar ideias de partidos contrários ao seu, como o Partido Liberal, do prefeito Capitão Nelson. Para citar um exemplo, Pablo aprovou o novo Plano de Carreira dos Professores, que, como já noticiado pelo O SÃO GONÇALO anteriormente, alterava alguns direitos de professores municipais. Esses profissionais da educação, inclusive, se mostraram contra o projeto, assim como o PT, que era o partido de Pablo na época.

 

Pablo da Água foi expulso do PT
Pablo da Água foi expulso do PT | Foto: Reprodução/Internet
 

Mesmo com a expulsão oficial de Pablo já tendo sido comunicada, Ricardo Castor ainda não assumiu seu posto como vereador. Para ele, a situação é frustrante, pois isso já deveria ter ocorrido.

"Geralmente, episódios de expulsão não demoram muito e eu já deveria ter assumido a vaga como vereador, mas isso ainda não ocorreu. Todo mundo que entra no PT assina uma carta compromisso, com medidas aprovadas pelo partido que devemos seguir,por exemplo, não ir contra os interesses de funcionários públicos, mas sim sempre seguir medidas que sejam a favor deles, o que Pablo não fez ao defender o novo Plano de Carreira dos professores. Ele foi expulso há mais de um mês por episódios como esse, que justificam a infidelidade partidária, e, até o presente momento, o presidente do PT-SG, Antônio Maia, não apresentou a ata de expulsão do vereador, o que é estranho. É apenas após a apresentação dessa ata que poderei assumir, já que sou o primeiro suplente. É com essa ata que consigo entrar na Justiça, pedindo o mandato do Pablo. O PT também pode realizar esse procedimento judicial, que é ainda mais legítimo, mas é necessário a apresentação da ata de qualquer forma", contou Ricardo Castor.

O primeiro suplente e futuro vereador pelo partido já solicitou essa ata a alguns envolvidos também do PT estadual, como o presidente João Maurício de Freitas, e ainda está sem respostas. "Conversei com membros do PT que já confirmaram que essa ata de expulsão foi enviada para o Antônio Maia, mas ele não sabe aonde colocou. Isso já deveria ter sido resolvido há semanas. Eu me sinto desprestigiado pelo meu partido por essa falta de interesse no caso. Essa ata deve aparecer, juntamente com a carta compromisso assinada por Pablo, para que o partido tome providências e eu consiga assumir. Espero que o partido se posicione sobre isso", contou ele. Ricardo solicitou aos presidentes do partido estadual e municipal a ata de expulsão de Pablo, a carta compromisso assinada por ele e os áudios da reunião que decidiram pela expulsão do vereador do partido.

Procurado, o PT ainda não se manifestou sobre o caso. 

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