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Ventania de até 90 km/h coloca Niterói, São Gonçalo e região em alerta para esta sexta-feira (7)

Inmet emitiu aviso de perigo potencial para vendaval; Enel reforça equipes e meteorologista explica influência de ciclone e orienta população a evitar exposição durante a noite

relogio min de leitura | Yuri Messias com supervisão de Thiago Soares
Ventania de até 90 km/h coloca Niterói, São Gonçalo e região em alerta para esta sexta-feira (7)
Ventania de até 90 km/h coloca Niterói, São Gonçalo e região em alerta para esta sexta-feira (7) -

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo potencial para vendaval e tempestade que abrange Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e outras cidades do estado entre sexta-feira (7) e sábado (8). A previsão indica chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros por dia, além de rajadas de vento intensas, possibilidade de queda de granizo e baixo risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e danos em plantações.

Diante da previsão, a Enel Rio informou que acionou seu plano de contingência, com reforço das equipes em campo e dos canais de atendimento para responder rapidamente a possíveis ocorrências provocadas pelo mau tempo. A concessionária prevê que, na sexta-feira, as rajadas de vento possam alcançar até 90 km/h em municípios das regiões Sul, Serrana, Lagos, Macaé, Magé, São Gonçalo e Noroeste Fluminense.


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De acordo com o meteorologista e professor de Engenharia Agrícola e do Meio Ambiente da Universidade Federal Fluminense (UFF), Márcio Cataldi, os ventos previstos para o estado estão associados ao avanço de uma frente fria ligada a um ciclone em formação no litoral do Rio Grande do Sul. Embora o sistema permaneça sobre o oceano, sua atuação, combinada com a frente fria, deve favorecer a intensificação dos ventos no Rio de Janeiro.

"A gente tem, na verdade, um ciclone, que é uma baixa pressão, por enquanto, que está se formando no litoral do Rio Grande do Sul. O sistema já está ocasionando muita chuva e se desloca mais em direção ao oceano, mas a gente tem uma frente fria associada a esse ciclone extratropical, e o avanço da frente fria junto com o ciclone é que deve ocasionar esses ventos", explicou.

Márcio Cataldi, meteorologista e professor de Engenharia Agrícola e do Meio Ambiente da Universidade Federal Fluminense (UFF)
Márcio Cataldi, meteorologista e professor de Engenharia Agrícola e do Meio Ambiente da Universidade Federal Fluminense (UFF) |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Cataldi afirma que outro fator que contribui para a ventania é o forte contraste entre as temperaturas registradas nos últimos dias e a chegada da massa de ar frio. Segundo ele, o chamado gradiente térmico fornece energia para a formação de rajadas mais intensas.

"A gente está com temperaturas muito elevadas para o inverno, às vezes 4 a 5 graus acima da média. Então quando chega um sistema desse que se aproxima aqui do Rio, com temperaturas tão elevadas, a gente tem um gradiente, uma temperatura muito intensa e que acaba levando a esses episódios, principalmente de ventania e, às vezes, de algumas tempestades localizadas."

De acordo com Cataldi, o período de maior atenção, considerando a previsão disponível até esta quinta-feira (6), deve ocorrer entre aproximadamente 22h de sexta-feira e 2h da madrugada de sábado.

"O risco maior está entre 10 da noite e 2 da madrugada. Isso é pela previsão de hoje e ainda pode mudar um pouco, porque estamos num prazo relativamente longo para esse tipo de previsão."

Por isso, o meteorologista recomenda que a população evite permanecer em áreas abertas durante esse intervalo.

"Quem puder evitar esse horário na rua, tente encerrar as atividades antes. Evite ficar perto de árvores, principalmente aquelas que não recebem poda regularmente, além de muros e locais onde haja qualquer estrutura que possa ser deslocada pelo vento. O ideal é que as pessoas fiquem abrigadas durante esse período."

Cataldi ressalta ainda que previsões de vento apresentam margem de variação e ganham maior precisão conforme o sistema atmosférico se aproxima.

"Os modelos estão indicando ventos entre 50 e 60 quilômetros por hora, podendo chegar a 70, no máximo. Mas trabalhar hoje com projeções de 80 ou 90, é razoável. O correto é informar a população que o risco é muito grande e o vento será intenso. Quando estivermos mais perto teremos uma ideia melhor da intensidade. Hoje trabalhar com 80 e 100 está razoável, está dentro da margem de erro dos modelos."

Apesar da possibilidade de variações na intensidade das rajadas, o especialista reforça que o cenário exige atenção e pede para que a população acompanhe as atualizações da previsão e adote medidas de precaução.

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