Ressaca na Região Oceânica de Niterói afeta banhistas e comerciantes
Alerta para ondas de até 2,5 metros faz moradores evitarem o mar e preocupa trabalhadores que dependem do movimento na areia

O aviso de ressaca emitido para o litoral fluminense levou moradores, banhistas e comerciantes das praias da Região Oceânica de Niterói, a reforçarem os cuidados diante da previsão de mar agitado.
Além dos riscos para quem frequenta a orla, o mar revolto também afeta diretamente a rotina de trabalhadores que dependem do movimento na areia para garantir a renda.

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Morador de Piratininga, o militar aposentado César Andrade, de 67 anos, afirma que quem vive próximo ao mar já conhece os períodos de ressaca e costuma respeitar os alertas e a sinalização das praias.

"Quem mora aqui já sabe os cuidados que precisa tomar. A gente sempre observa as bandeiras e evita entrar no mar quando as condições não são favoráveis", comenta.
Ele lembra de ressacas mais intensas em anos anteriores, quando as ondas chegaram a invadir o calçadão de Piratininga, provocando danos na estrutura da orla.
"Esse calçadão já foi quebrado várias vezes pela força do mar. Existem vários trechos que precisaram ser refeitos ao longo dos anos", relata.
Para quem trabalha na praia, a preocupação é também financeira. Michel Platini, de 31 anos, funcionário de um quiosque em Piratininga, explica que a ressaca impede a montagem da estrutura de atendimento na areia, reduzindo significativamente as vendas.

"Quando tem ressaca, não podemos montar as mesas na areia e ficamos sem trabalhar. Como dependemos desse movimento, qualquer período de mar agitado ou chuva acaba prejudicando muito o comércio", afirma.
Em Itacoatiara, conhecida pelas ondas fortes e pela prática do surfe, o mar exige atenção redobrada durante a ressaca. De acordo com um guarda-vidas que atua na praia, é fundamental evitar os costões rochosos, onde as pedras ficam escorregadias e podem surpreender visitantes com ondas repentinas.
A orientação é que frequentadores respeitem a sinalização das bandeiras e, em caso de dúvida sobre as condições do mar, procurem as equipes de salvamento antes de entrar na água.

Sob supervisão de Marcela Freitas