Família cobra respostas após morte de adolescente dentro de escola em Niterói; Vídeo
A morte da adolescente de 14 anos segue cercada de dúvidas

A morte da adolescente Anna Victorya, 14 anos, após passar mal dentro da Escola Municipal Francisco Portugal Neves, em Piratininga, na última segunda-feira (27), segue cercada de dúvidas e tem mobilizado a família, que cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso. Sem um laudo conclusivo até o momento, parentes afirmam que ainda não receberam respostas claras sobre o que ocorreu dentro da unidade. A falta de informações oficiais tem aumentado a angústia da família.

Nesta quinta-feira (30), a mãe de consideração da jovem, Jorgeane Martins, se pronunciou nas redes sociais e relatou como foram os momentos antes de encontrar a filha sendo socorrida. Segundo ela, Anna Victorya saiu de casa normalmente na manhã do ocorrido, como fazia todos os dias, e chegou a avisar que já estava na escola.
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Pouco tempo depois, por volta das 7h50, Jorgeane recebeu um chamado da unidade informando que a adolescente estava passando mal. “Eles pediram para que eu fosse até a escola. Eu fui imediatamente. Quando cheguei lá, me deparei com a minha filha deitada no chão, ela estava sendo atendida por pessoas de uma unidade de saúde próxima, antes da chegada do SAMU”, contou.
A mãe afirmou que, diante da situação, o desespero tomou conta e o único objetivo era salvar a jovem. “Eu só pedia socorro. Eu só queria que ajudassem a minha filha”, disse. Segundo o relato, a espera por atendimento aumentou a aflição de quem estava no local. Ao se aproximar da adolescente, Jorgeane contou que percebeu a gravidade da situação. “Quando cheguei perto dela, no fundo do meu coração eu já sabia que ela não estava mais ali”, relatou.
Após o atendimento inicial, a adolescente foi levada ao hospital, onde não resistiu. De acordo com Jorgeane, já na unidade de saúde, um dos médicos chegou a questionar se a jovem havia sofrido alguma queda antes de passar mal. “O médico me perguntou se ela tinha tomado algum tombo, mas eu não soube responder, porque ninguém tinha me explicado o que tinha acontecido”, relatou.
Apesar disso, Jorgeane afirma que ainda não recebeu explicações detalhadas sobre o que teria ocorrido antes da adolescente passar mal. “No dia seguinte eu voltei à escola para buscar respostas, mas ninguém soube me explicar o que aconteceu. Com a mesma interrogação que eu entrei, eu saí”, afirmou.
Ela reforça que não busca apontar culpados, mas sim entender o que aconteceu. “Eu só quero a verdade. É um direito meu como mãe saber o que aconteceu com a minha filha”, disse. A mãe também destacou que o laudo da causa da morte ainda não foi concluído. “A gente não tem um laudo conclusivo. A morte dela ainda não foi esclarecida”, completou.
Na última quarta-feira (29), a mãe biológica da adolescente, Mayara Borges, já havia se manifestado e também questionou informações que começaram a circular logo após o caso. “Eu só quero entender o porquê. Estão falando muitas coisas, mas até agora nada foi conclusivo”, afirmou. Ela também cobrou esclarecimentos sobre o ocorrido. “Eu aguardo um posicionamento coerente, correto e justo. Eu quero os fatos”, disse.

Apesar das cobranças, a própria família ressalta que ainda aguarda os resultados oficiais e evita conclusões antes do fim das investigações. A morte da adolescente gerou forte comoção entre amigos, familiares e moradores da região. Nas redes sociais, diversas mensagens de despedida foram publicadas para a jovem, descrita como alegre e querida.
Procurada, a Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informou que a estudante passou mal na unidade na manhã de segunda-feira (27) e que o socorro médico foi acionado imediatamente.
Ainda segundo a pasta, a adolescente chegou a ser socorrida, mas não resistiu. A Secretaria também manifestou pesar pelo ocorrido e se solidarizou com familiares, amigos e toda a comunidade escolar, informando que segue à disposição para prestar apoio.
Sob supervisão de Marcela Freitas