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Mercado de São Pedro se prepara para a Semana Santa com alta na procura e preços variáveis

A poucos dias do feriado religioso, o cenário já começa a mudar, com mais clientes circulando entre os corredores e pesquisando preços

relogio min de leitura | Escrito por Nayra Silva | 24 de março de 2026 - 13:18
As bancas abastecidas com filés e pescados inteiros
As bancas abastecidas com filés e pescados inteiros -

Com a aproximação da Semana Santa, o tradicional Mercado de São Pedro, na Ponta d’Areia, em Niterói, já começa a registrar aumento na procura por pescados. Conhecido como um dos principais locais de venda de peixe fresco da região, o espaço deve ter movimento até três vezes maior nos próximos dias. A poucos dias do feriado religioso, as bancas já começam ser abastecidas com camarões, filés e pescados inteiros. 

Segundo o diretor da Associação dos Comerciantes do Mercado São Pedro, Atílio Guglielmo, a expectativa é de crescimento significativo no fluxo de consumidores. “A gente costuma ter um aumento que chega a triplicar. A Semana Santa é uma das épocas em que mais se consome peixe durante o ano”, afirmou. Ele explica que os produtos mais procurados costumam ser os mais acessíveis. “Os peixes mais vendidos são os mais populares, que têm um preço melhor, como corvina, anchova, dourado, tilápia e camarão”, disse. 

O tradicional Mercado de São Pedro, na Ponta d’Areia, em Niterói
O tradicional Mercado de São Pedro, na Ponta d’Areia, em Niterói |  Foto: Layla Mussi

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Nos boxes, já é possível encontrar variações nos preços. Filé de pescado, por exemplo, aparece na faixa dos R$ 34,99 o quilo, enquanto camarões podem variar entre cerca de R$ 29,99 e R$ 69,99, dependendo do tamanho e da qualidade. Entre os consumidores que já anteciparam as compras está a professora Cristiane Antunes. Ela conta que tem o hábito de consumir peixe durante toda a Semana Santa e, por isso, decidiu não deixar para a última hora. Segundo ela, os preços estão mais altos em comparação ao ano passado, especialmente em produtos como peixe e camarão. Apesar disso, a estratégia foi adaptar a compra, em vez de levar opções mais caras, optou por itens em promoção, escolhendo dourado e filé de pescado.

A professora Cristiane Antunes já antecipou a compra
A professora Cristiane Antunes já antecipou a compra |  Foto: Layla Mussi

Do lado dos comerciantes, a variação de preços é sentida diariamente. O comerciante José Carlos Gonçalves explica que o valor depende diretamente da oferta. “Se tem muito peixe, o preço baixa. Se tem pouco, aumenta. Às vezes você compra hoje por um valor e no dia seguinte já está mais caro, porque chegou menos mercadoria”, afirmou. Ele também destaca que o movimento ainda deve crescer. “Durante a semana é mais parado, mas no final de semana começa a aumentar. A partir de segunda-feira da Semana Santa é quando realmente enche”, disse.

José Carlos Gonçalves, comerciante, e a cliente Jandira Dutra, dona de casa
José Carlos Gonçalves, comerciante, e a cliente Jandira Dutra, dona de casa |  Foto: Layla Mussi

Já a dona de casa Marlene Costa Brito de Souza mantém a tradição e não abre mão de comprar no local. “Sempre compro aqui. O peixe é fresquinho, bem melhor”, afirmou. Diferente de outros consumidores, ela não percebeu aumento significativo nos preços. “O valor está bom. Não achei diferença grande não, dá pra comprar tranquilo”, disse. Segundo Marlene, a escolha dos produtos segue o costume da família durante o período. “Eu já venho direto pra comprar para Semana Santa, é tradição. Hoje levei camarão e filé de pescado”, contou.

Marlene Costa Brito de Souza comprou camarão e filé de pescado
Marlene Costa Brito de Souza comprou camarão e filé de pescado |  Foto: Layla Mussi

Sob supervisão de Marcela Freitas 

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