Escritores apresentam diferentes vivências na 11ª Flim, em Maricá
Autores compartilham histórias sobre imigração, educação e medicina oriental durante a Festa Literária Internacional de Maricá

Transformar experiências vividas em sala de aula, relatos sobre imigração ou conhecimentos da medicina oriental em livros pode ser um desafio. Mas escritores de diferentes trajetórias conseguiram conquistar espaço na 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (Flim), onde dividem a programação com obras clássicas, como "O Primo Basílio", de Eça de Queirós, e títulos contemporâneos, como os da autora Sarah J. Maas.
Entre os participantes está o escritor Vitor Vieira, que levou para as páginas do livro "Motivo para Sair de Casa" suas experiências como imigrante brasileiro em Sydney, na Austrália. Em entrevista ao O SÃO GONÇALO, ele falou sobre a participação em sua primeira edição da Flim e a história por trás da obra.
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"Meu livro, na verdade, conta sobre o meu processo de imigração. Morei fora, em Sydney, na Austrália, por um tempo e voltei para o Brasil este ano. O livro é basicamente a minha experiência lá, mas com reflexões sobre a vida. Ele conta a minha história com reflexões que falam, na verdade, mais sobre a gente do que sobre mim. Eu só uso a minha vida como ferramenta para valorizar o que a gente já deveria estar valorizando, que é a nossa terra", contou o escritor.
As experiências dos professores também ultrapassam os limites da sala de aula. O professor e escritor Marcos Bárbara aproveitou os anos de atuação na rede de ensino de Maricá para estrear na Flim com o livro "Ponto de Uma Escola em Maricá".
"A obra sintetiza uma experiência de 22 anos de magistério em sala de aula, com mais três anos fora dela, como diretor de escola. É mais do que falar das belezas da cidade, que é muito rica culturalmente. É falar das pessoas de Maricá, dos alunos, dos filhos, das famílias. O livro conta essas vivências e mostra a importância das crianças que vivem na nossa cidade e circulam pelo território. É a riqueza e a beleza da nossa cidade, tanto natural quanto humana", explicou.
A presença feminina também marcou a programação, com obras de Beth Gueiredo, Paula Gueiredo e Maria Luiza Rodrígues.
Um dos destaques é o livro "Os 5 Elementos", que apresenta conhecimentos da medicina tradicional chinesa de maneira lúdica, com jogos e personagens. A escritora Beth Gueiredo, de 56 anos, explicou como a proposta reúne aprendizado e interação.

"Meu livro fala da medicina tradicional chinesa, dos cinco elementos. Cada elemento tem uma emoção associada e algumas características físicas e emocionais que podem contribuir para a saúde. Quando há um desequilíbrio, pode ocorrer o adoecimento. Os cinco elementos também viraram um jogo de quebra-cabeça, cujo verso tem formatos de tangram, permitindo recontar as histórias ou reconstruí-las por meio das figuras. Além disso, os personagens se transformaram em mascotes, bonequinhos aromáticos nos quais é possível colocar óleos essenciais e usar na hora de dormir", explicou.
A programação também reúne histórias interativas que vão além da narrativa. Uma das propostas permite que o leitor aprenda passos de balé por meio de ensinamentos disponibilizados em um QR Code impresso na página, que direciona para vídeos no YouTube.
Os escritores demonstraram expectativa para os próximos dias de programação da Flim e aguardam a participação do público no evento.