Idosa continua peregrinação para resgatar remédio nos Correios em São Gonçalo
Funcionários da unidade relatam que medicação não está disponível para entrega

Por Thalita Queiroz*
Após 14 dias de espera, a idosa de 68 anos, moradora do bairro Amendoeira, em São Gonçalo, segue na peregrinação para receber um remédio que ela precisa tomar diariamente e que está perdido entre os centros de distribuição dos Correios. O jornal O São Gonçalo contou a história da aposentada Valda Pereira da Silva no dia 4 de maio e até agora ela segue sem conseguir receber o remédio para os ossos.
Após a reportagem, a idosa retornou para o Centro de Distribuição Domiciliária (CDD), no Alcântara, mas chegando lá foi informada por um dos funcionários que o produto havia sido transferido para o Correios do Colubandê. Mesmo sendo grupo de risco para o contágio do coronavírus e sem ninguém para poder ir em seu lugar, Valda seguiu até a unidade, mas teve uma nova surpresa.
Segundo ela, o funcionário informou que o remédio estava lá, mas que não estava disponível para entrega e que ela teria que retornar à unidade dias depois. No dia 15 de maio a idosa foi novamente até o local e recebeu a mesma resposta. “Me falaram que o remédio está lá mas não está disponível para entrega”, relata Valda.
A desorganização dos CDD de São Gonçalo e as longas filas já haviam sido denunciadas pelo jornal há alguns dias atrás. Um dos maiores problemas tem sido a dificuldade de moradores de locais considerados área de risco, que enfrentam obstáculos para conseguir resgatar contas e receber encomendas. O que é o caso de Valda, já que onde ela mora, o Correios alega ser área de risco, por isso seu medicamento não foi entregue em sua residência.
Entramos em contato com os Correios para saber o motivo da demora para entregar um remédio. Até o fechamento desta reportagem, o jornal não obteve resposta.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Soares