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Um ano depois: Como está Adrian, que teve 60% do corpo queimado após ser eletrocutado

Aos 8 anos, a criança ainda precisará passar por diversas cirurgias

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 29 de abril de 2020 - 15:08
Adrian Cardoso, de 8 anos, segue fazendo tratamento com psicólogos e fisioterapeutas
Adrian Cardoso, de 8 anos, segue fazendo tratamento com psicólogos e fisioterapeutas -

Por Thalita Queiroz*

A história do menino Adrian Cardoso, de 8 anos, que teve 60% do corpo queimado após ser eletrocutado por um fio de alta tensão que estava solto na calçada, próximo a sua casa no bairro Almerinda, em São Gonçalo, completa hoje (29) um ano.

O trágico acidente deixou sequelas não somente físicas, mas também mudou a vida da família do menino. Depois de lutar na justiça pelo direito de receber a ajuda da Enel, concessionária de energia que seria a responsável pelo acidente, o pai de Adrian conta o que mudou desde o último dia 29 de abril de 2019.

Seguindo a orientação de ficar em quarentena, Alexandre Cardoso, o pai do menino, diz que o tratamento com psicólogo, fisioterapeuta e home care, ganhou novos cuidados. “Precisamos passar um pente fino em todos os profissionais que precisam vir aqui em casa”, diz Alexandre em relação aos cuidados, que precisam ser redobrados, para que ninguém da casa pegue o vírus.

Alexandre conta ainda que todo mês a Enel segue depositando um dinheiro para ser usado no tratamento de Adrian e para custear os medicamentos que são caros. No começo do ano a família passou por momentos delicados, quando a concessionária tentou suspender a ajuda. Na ocasião, o jornal O SÃO GONÇALO apurou a situação e no mesmo dia em que a matéria foi publicada fazendo a denúncia, a família conseguiu de volta a ajuda.

Depois da última visita do jornal, outras coisas mudaram, como por exemplo a instalação de um ar condicionado na sala da casa, para que Adrian possa frequentar o ambiente. Por causa das queimaduras, o menino precisava passar o dia todo dentro do quarto, único lugar que tinha o aparelho de ar. “Agora ele tem mais espaço pra fazer a fisioterapia e tem a casa todo para ficar circulando”, diz o pai.

Com o olhar para o futuro, Alexandre, que precisou largar o emprego para se dedicar à recuperação do filho, revela que seu objetivo é deixar Adrian preparado para o que está por vir. “Quero preparar Adrian pro futuro mais próximo, o qual ele terá que passar por mais cirurgias”, diz ele se referindo as constantes cirurgias que Adrian vai precisar se submeter por causa das queimaduras causadas pelo acidente.

“E só assim vou começar a pensar em voltar a trabalhar pra ter minha estrutura de volta, já que ficou abalada com esse acidente mas não desmoronou (a estrutura) pois ele está aqui comigo”, diz Alexandre se referindo ao filho.

Relembre o caso

Durante a forte ventania que atingiu São Gonçalo, no dia 29 de abril de 2019, o menino Adrian Cardozo da Silva, teve 60% do corpo queimado após ser eletrocutado, no bairro Almerinda.

De acordo com o pai da criança, o garoto estava no quintal de uma vizinha no bairro Almerinda quando foi atingido por um fio de alta tensão e foi socorrido por pessoas próximas. Ele precisou passar por algumas cirurgias e teve o braço direito amputado.

*Estagiário sob supervisão de Thiago Soares

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