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Mais brasileiros trocam o carro pela bicicleta elétrica para trabalhar e estudar

Entre os principais motivos para a mudança estão a economia com combustível e estacionamento, a redução do tempo no trânsito e a facilidade para estacionar

relogio min de leitura | João Pedro Pereira
Ana Júlia e Arthur Luiz comentam sobre a praticidade das bicicletas elétricas
Ana Júlia e Arthur Luiz comentam sobre a praticidade das bicicletas elétricas -

A bicicleta elétrica está deixando de ser apenas uma alternativa de lazer e ganhando espaço como meio de transporte para o trabalho e os estudos. Segundo pesquisa da Aliança Bike, em parceria com o Laboratório de Mobilidade Sustentável da UFRJ (LabMob/UFRJ), 56% dos usuários de bicicletas elétricas que utilizam o veículo para esses deslocamentos anteriormente faziam o trajeto de automóvel.

Entre os principais motivos para a mudança estão a economia com combustível e estacionamento, a redução do tempo no trânsito e a facilidade para estacionar.


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Em Niterói, o aumento da presença das bicicletas elétricas também é percebido por quem trabalha no setor. Vendedor da EletroMove, localizada na rua Marechal Deodoro, 264, no Centro, Cléberson Silva conta que a loja, em funcionamento há cerca de um ano e meio, registra uma procura constante pelos veículos. Segundo ele, são vendidas, em média, 40 motos e bicicletas elétricas por mês.

Bicicletas e motos elétricas vendidas pela EletroMove
Bicicletas e motos elétricas vendidas pela EletroMove |  Foto: Fabio Alves

Cléberson afirmou que o aumento do número de pessoas utilizando os veículos elétricos pelas ruas da cidade é perceptível. O vendedor também relata conhecer muitas pessoas que aderiram ao meio de transporte e afirma que pretende comprar uma bicicleta elétrica.

O movimento acompanha a expansão da micromobilidade elétrica no país. O cenário também amplia a demanda por serviços especializados de segurança, assistência, rastreamento e proteção para os usuários.

Entre os moradores que já aderiram ao modelo está Luiz Arthur, 21 anos, estudante de Direito. Ele conta que utiliza a bicicleta elétrica há cerca de um ano e meio. “Por motivo de buscar minha irmã no colégio, ajudar minha mãe em casa, fazer compras, essas coisas assim, ela é muito útil”, disse.

Segundo ele, a bicicleta trouxe mais praticidade para a rotina. A atendente Ana Júlia, 21 anos, que também acompanhava Luiz Arthur, afirma que pretende comprar uma bicicleta elétrica para uso próprio. Para ela, o alto custo do transporte e a demora dos ônibus pesaram na decisão.

“Praticidade. É muito mais prático porque ficar esperando o ônibus demora muito, às vezes carro por aplicativo também está muito caro, então a bicicleta elétrica você só coloca pra carregar e tá tudo certo”, comentou

Ana Júlia também percebe uma presença cada vez maior das bicicletas elétricas entre pessoas mais jovens. Segundo ela, por não exigir CNH, muitos utilizam os veículos para se deslocar entre casa, escola e trabalho. “Muita gente nova também usa pra não ter que pegar ônibus. Ir da escola pro trabalho, do trabalho pra escola, pra casa. É muito mais prático.”

João Almeida, 31 anos, vendedor da Delka Electric, localizada na Barão do Amazonas, 307, também no Centro, afirma que o mercado vem crescendo e que o estabelecimento recebe até clientes de fora do município. “Atualmente eu vejo um mercado bem crescente. Tem muita gente procurando, a gente atende público de Niterói, São Gonçalo, Rio, até de outros estados”, afirmou.

João Almeida, 31 anos, vendedor da Deck Electric
João Almeida, 31 anos, vendedor da Deck Electric |  Foto: Fabio Alves

Para o vendedor, a economia e a praticidade estão entre os principais fatores que levam consumidores a trocar carros e motos convencionais pelos modelos elétricos.

“Você não vai pagar o imposto que você paga de moto e você vai ter uma economia muito grande para ter autonomia. Porque parando para pensar em números, com o modelo elétrico, para você percorrer 60 km, você gasta em média R$ 1. De carro ou moto, você vai gastar 10 vezes esse valor”, disse.

Um dos modelos vendidos pela Delka Electric
Um dos modelos vendidos pela Delka Electric |  Foto: Fabio Alves

A servidora pública Júlia, 32 anos, comprou sua bicicleta elétrica há cerca de quatro meses e passou a utilizá-la para ir ao trabalho. Antes, ela dependia do transporte público para fazer o trajeto. “É pra locomoção pro trabalho, muito trânsito, a passagem tá cara. Eu venho mais rápido de bicicleta do que de ônibus.”

Júlia, servidora pública, 32 anos

Para Júlia, a bicicleta trouxe mais agilidade para a rotina. Ela também observa uma demanda crescente pelo meio de transporte em Niterói e relaciona o movimento à expansão da infraestrutura cicloviária na cidade.

“Tem uma grande demanda por bicicletas, tanto elétricas quanto as comuns, aqui em Niterói. Acredito que por conta do trânsito. E a prefeitura vem investindo em expandir a malha de ciclovias, então acredito que seja um grande incentivo também para a população aderir à cultura da bicicleta.”

Nesse mercado em transformação, a ARIDE é uma das empresas que atua com um ecossistema voltado à micromobilidade elétrica, reunindo seguros, assistência 24 horas, rastreamento, monitoramento e central de atendimento humanizada. A empresa informa atender atualmente mais de 20 mil clientes em vários estados brasileiros, oferecendo soluções para bicicletas elétricas, autopropelidos, ciclomotores, patinetes e outros equipamentos do segmento.

“Estamos vivendo uma transformação importante na mobilidade urbana. As soluções elétricas de duas rodas oferecem uma alternativa mais eficiente, econômica e sustentável para os deslocamentos do dia a dia e vem ampliando de forma impressionante a sua participação nesse mercado. O objetivo da nossa empresa é contribuir com esse fenômeno, ampliando o acesso à mobilidade elétrica, criando soluções invocadoras que visam construir cidades mais inteligentes, funcionais e conectadas, aumentando a qualidade de vida das pessoas", finalizou Daniel Loredo, Sócio-Diretor da Aride.

Benefícios do uso da bicicleta elétrica

Economia financeira: elimina o gasto com combustível e apresenta manutenção geralmente mais simples e barata do que moto ou carro. A bateria é um dos principais componentes que pode exigir substituição após alguns anos de uso.

Recarga de baixo custo: pode ser recarregada em uma tomada doméstica, com custo de energia inferior ao gasto recorrente com gasolina.

Não exige CNH: dentro das normas aplicáveis, a bicicleta elétrica não exige habilitação, diferentemente de motos e carros.

Menos burocracia: nas condições previstas pela legislação, não exige IPVA nem emplacamento, reduzindo custos e obrigações anuais.

Mais agilidade no trânsito: permite utilizar ciclovias e caminhos alternativos, podendo evitar parte dos congestionamentos comuns em grandes centros urbanos.

Assistência em subidas: o motor elétrico auxilia o ciclista em ladeiras, ventos fortes e trajetos mais difíceis, reduzindo o esforço necessário para pedalar.

Menos suor durante o trajeto: a assistência elétrica permite percorrer distâncias maiores e enfrentar subidas com menor esforço, facilitando deslocamentos para o trabalho e compromissos sociais.

Atividade física: o pedal assistido permite que o usuário escolha a intensidade do esforço, combinando deslocamento e exercício físico.

Estacionamento facilitado: ocupa pouco espaço e pode ser estacionada em bicicletários e locais destinados às bicicletas, muitas vezes sem custo.

Mais tempo e menos estresse: em áreas congestionadas, a combinação entre assistência elétrica e acesso à infraestrutura cicloviária pode tornar os deslocamentos mais rápidos e previsíveis.

Sustentabilidade: durante o uso, não há emissão direta de poluentes atmosféricos pelo veículo, contribuindo para uma mobilidade urbana de menor impacto ambiental.

*Sob supervisão de Cyntia Fonseca

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