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Bebês a partir de 6 semanas passam a ter nova opção de proteção contra meningite; saiba mais

Anvisa amplia indicação da MenQuadfi; especialistas orientam sobre vacinação e sinais de alerta da doença

relogio min de leitura | Redação
A autorização da Anvisa, no entanto, não significa uma mudança imediata no calendário de vacinação do SUS
A autorização da Anvisa, no entanto, não significa uma mudança imediata no calendário de vacinação do SUS -

Uma nova atualização na indicação da vacina MenQuadfi amplia as possibilidades de prevenção contra a Meningite nos primeiros meses de vida. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a utilização do imunizante em crianças a partir de seis semanas de idade. A vacina meningocócica conjugada protege contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis. A decisão foi baseada na avaliação de estudos realizados com mais de 6 mil bebês, que, segundo a análise regulatória, apresentaram perfil de segurança adequado para o uso do imunizante nessa faixa etária.

A autorização da Anvisa, no entanto, não significa uma mudança imediata no calendário de vacinação do SUS. Atualmente, segundo a Dra. Janaína Teixeira, médica infectologista e professora da Afya São João del Rei, o esquema do Programa Nacional de Imunizações(PNI), prevê doses da vacina meningocócica C aos três e cinco meses, além do reforço com a meningocócica ACWY aos 12 meses. A ACWY também é indicada para adolescentes de 11 a 14 anos, conforme o calendário vigente. “O que a Anvisa mudou foi a possibilidade de uso em crianças menores, a partir de seis semanas, porque os estudos mostraram que existe segurança nessa faixa etária. Isso não quer dizer que a vacina vá ser incorporada pelo PNI atualmente”, explica a especialista.

A eventual inclusão dessa faixa etária no calendário público dependerá de uma decisão do Ministério da Saúde. Até lá, a utilização da vacina deve considerar a indicação aprovada para o produto e a avaliação do profissional de saúde que acompanha a criança.


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Por que a meningite preocupa em bebês?

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e, mais raramente, por agentes não infecciosos. Entre as formas bacterianas, a doença meningocócica exige atenção especial pela possibilidade de evolução rápida e de complicações graves.

A transmissão da bactéria ocorre principalmente por meio de gotículas e secreções respiratórias, geralmente após contato próximo com uma pessoa infectada ou portadora. Em bebês, reconhecer a doença pode ser especialmente difícil, já que os sintomas podem ser diferentes dos observados em crianças maiores. “Os sintomas nem sempre são clássicos, principalmente em bebês. Por isso, é fundamental que pais e cuidadores estejam atentos a mudanças de comportamento”, orienta o Dr. Gustavo Pinato, médico e professor da pós-graduação em Pediatria da Afya Ribeirão Preto.

Quais são os sinais de meningite em crianças nos primeiros meses de vida?

Em bebês, a meningite pode se manifestar por febre ou hipotermia, irritabilidade intensa, choro inconsolável, sonolência excessiva, dificuldade para acordar, recusa alimentar, vômitos, alterações no tônus muscular e convulsões. O abaulamento da fontanela, conhecida como moleira, também pode ocorrer. “Nessa faixa etária, a criança pode não apresentar rigidez de nuca ou outros sinais mais característicos. Por isso, mudanças importantes no comportamento, dificuldade para mamar, sonolência fora do habitual ou febre acompanhada de outros sintomas devem ser avaliadas por um profissional de saúde”, explica o Dr. Gustavo.

Em crianças maiores e adolescentes, são mais comuns manifestações como dor de cabeça, vômitos, rigidez na nuca, sonolência, confusão mental e convulsões. As manifestações podem variar e não necessariamente aparecem ao mesmo tempo. “A meningite exige atenção imediata, especialmente nas formas bacterianas, que podem evoluir rapidamente. O diagnóstico precoce é essencial para reduzir o risco de complicações e sequelas”, complementa a Dra. Janaína.

Além da vacinação, como proteger as crianças?

Além de manter a vacinação em dia, algumas medidas podem ajudar a reduzir a transmissão de agentes infecciosos. Entre elas estão lavar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas doentes e não levar crianças com sintomas para ambientes coletivos. Diante de sinais sugestivos de meningite ou de uma piora rápida do estado geral, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente. O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para reduzir o risco de complicações e sequelas.

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