Ferro-velho irregular é interditado e proprietário é preso em Itaipu
Estabelecimento tinha quase 800 anúncios de peças automotivas na internet e funcionava sem credenciamento e licenças exigidas

Um ferro-velho irregular foi interditado e o responsável pelo estabelecimento foi preso em flagrante, na tarde desta terça-feira (1º), em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. A ação foi realizada por policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis de Niterói/São Gonçalo (DRFA-NSG), em conjunto com agentes da Operação Desmonte do Detran-RJ e outros órgãos de fiscalização.

A investigação começou a partir do monitoramento virtual de anúncios de peças automotivas. Os policiais identificaram um estabelecimento que mantinha cerca de 800 anúncios ativos em uma plataforma de vendas, oferecendo grande quantidade de componentes por valores abaixo dos normalmente praticados no mercado. O levantamento levou os agentes até o endereço do ferro-velho, onde foram encontrados veículos, motores e diversas peças automotivas.
Durante a fiscalização, o responsável não apresentou notas fiscais ou outros documentos capazes de comprovar a origem dos veículos, motores e peças armazenados no local. Segundo os órgãos envolvidos, o estabelecimento também funcionava sem o credenciamento exigido pelo Detran-RJ e sem autorização ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), além de não possuir a autorização do Corpo de Bombeiros.
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A fiscalização também identificou irregularidades relacionadas ao meio ambiente e à saúde. O local foi autuado devido aos riscos provocados pela contaminação do solo e pela geração de resíduos perigosos decorrentes da desmontagem inadequada de veículos. A Vigilância Sanitária Municipal realizou uma fiscalização própria e formalizou um Termo de Visita e um Rótulo de Interdição.
Diante das irregularidades e da ausência de comprovação da procedência do material, o responsável foi conduzido à sede da DRFA-NSG e autuado em flagrante, em tese, por receptação qualificada, além de crimes previstos na legislação ambiental. Ele também responderá pela comercialização de peças sem nota fiscal. O material encontrado será recolhido e encaminhado para descarte por uma empresa especializada.

As investigações continuam para identificar a origem dos veículos, motores e demais componentes encontrados no estabelecimento. Os policiais também vão verificar se parte do material possui relação com veículos roubados ou furtados e se existem outros envolvidos no esquema.