El Niño pode pesar no bolso dos brasileiros; veja quais alimentos podem ficar mais caros
Fenômeno climático pode elevar preços de hortaliças, carnes e outros produtos

O próximo grande impacto do El Niño pode ser no bolso dos brasileiros. Um estudo do Rabobank, divulgado pelo g1, aponta que uma versão mais intensa do fenômeno climático pode provocar uma alta de até 19,9% nos preços dos alimentos in natura, como hortaliças e carnes.
Em um cenário considerado moderado, a estimativa é de aumento de 13,4% para esses produtos. Já os gastos com alimentação dentro de casa poderiam subir 2% nesse cenário.
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A diferença está principalmente na velocidade com que cada tipo de alimento reage às mudanças no clima. Hortaliças, por exemplo, possuem ciclos de produção curtos e podem ter a oferta reduzida rapidamente por problemas como falta ou excesso de chuva.
Produtos que passam por algum processamento, como arroz e feijão, tendem a sentir o impacto de maneira mais gradual.
Nos industrializados, o efeito costuma ser ainda menor, já que o preço também envolve custos de produção, embalagem, transporte e distribuição.
Quais alimentos podem ficar mais caros?
As primeiras altas podem aparecer nas hortaliças, que são mais sensíveis às condições climáticas.
Outros alimentos apontados como possíveis alvos dos impactos são o milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode sofrer alterações, dependendo principalmente das condições de chuva no Sul do país.
A pecuária também entra no radar. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a falta de chuva no Centro-Oeste e no Norte pode prejudicar as pastagens e reduzir a disponibilidade de água para os animais.
Nem todas as regiões, porém, devem sofrer da mesma forma. No Nordeste, por exemplo, o clima mais seco e quente pode favorecer a produção de feijão. No Sul, o excesso de chuva pode beneficiar algumas culturas de inverno.
O levantamento do Rabobank foi feito a partir da comparação entre episódios anteriores de El Niño e a evolução dos preços dos alimentos no Brasil.