Manifestação em Buenos Aires deixa mais de 1,5 mil feridos e 18 presos
Jornalista sofreu traumatismo craniano e precisou ser hospitalizada durante os confrontos registrados na capital argentina

Milhares de pessoas marcharam nessa quinta-feira (6), em Buenos Aires, na Argentina, contra um projeto de lei em defesa da propriedade privada apresentado pelo presidente Javier Milei, em um protesto que terminou em confrontos com a polícia. As forças de segurança dispersaram os manifestantes com balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos d'água. Os manifestantes responderam atirando pedras contra os policiais durante os confrontos em frente ao Congresso.
Antes da manifestação, o governo tirou do projeto um polêmico dispositivo que liberava a venda de terras raras a estrangeiros, mudança que enfrentava maior rejeição. Mesmo assim, os manifestantes foram às ruas.
O projeto, que tramita no Senado, pretende dificultar desapropriações promovidas pelo Estado, facilitar despejos por procedimento acelerado e flexibilizar a mudança de uso e a venda de terras rurais atingidas por incêndios.
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Convocada por sindicatos, partidos de esquerda e movimentos sociais, a principal manifestação ocorreu em frente ao Congresso, no centro da cidade de Buenos Aires.

A repressão policial e os confrontos se estenderam por mais de quatro horas e de acordo com balanços de organizações sociais, mais de 1.500 pessoas ficaram feridas, pelo menos 18 manifestantes foram presos e uma jornalista precisou ser hospitalizada com traumatismo craniano.