Cerveja sem álcool ganha espaço em bares e supermercados de São Gonçalo
Crescimento do consumo no país vem aumentando a oferta

O mercado de cervejas sem álcool vem conquistando cada vez mais espaço no Brasil. Segundo dados divulgados pela Euromonitor, empresa global de pesquisa de mercado, no período entre 2019 e 2026 o consumo da bebida cresceu sete vezes no país.
Em São Gonçalo, esse movimento também já pode ser percebido nas prateleiras de supermercados e nos bares, onde o produto deixou de ser uma opção rara para se tornar presença fixa nos estoques e geladeiras.

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No Bar Point Certo, no Boaçu, a procura aumentou de forma significativa nos últimos anos. Segundo o proprietário Gabriel, de 28 anos, a demanda fez com que a reposição passasse a ser frequente.
“Agora a Império entrou com a cerveja sem álcool no mercado e está vendendo bastante", afirma.

Além da nova marca, o estabelecimento também oferece opções da Heineken e da Brahma. "Todo mês tem que ter, no mínimo, duas malas de cada uma. Sai bastante", completa.
A mudança também foi percebida por Carlos Veloso, de 65 anos, dono do Quiosque da Tropa, também no Boaçu. De acordo com ele, a cerveja sem álcool é procurada principalmente por pessoas que estão dirigindo e consumidores que estão utilizando medicação que não permite o consumo de álcool.

Carlos conta que ele próprio atualmente bebe a versão sem álcool da Heineken por causa da medicação que utiliza.
Já no Brad Pix, também no Boaçu, o comerciante Sérgio Reis, de 67 anos, diz que a procura aumentou nos últimos anos e que a bebida já faz parte da rotina do estabelecimento.
Segundo ele, o público feminino aparece entre os principais consumidores. O bar trabalha com cerveja sem álcool da Heineken e faz reposição semanal do produto para atender à demanda.
Apesar do crescimento, nem todos os comerciantes percebem o mesmo ritmo de expansão. Luiz Costa, de 53 anos, proprietário de uma pensão no Centro de São Gonçalo, afirma que a procura existe, mas ainda representa uma parcela pequena das vendas.

"O público é bem variado, mas principalmente pessoas mais velhas e clientes com problemas de saúde, como diabéticos, que gostavam de beber cerveja", explica.
Para ele, a demanda aumentou, mas de forma discreta. "Não é nada espalhafatoso. Cresceu um pouco, mas ainda é um público pequeno”, completou.

Sob supervisão de Marcela Freitas



