Fim de jogo e prejuízo no bolso: Fracasso do Brasil na Copa deixa comerciantes com estoque encalhado
Eliminação precoce do Brasil nas oitavas de final derrubou as vendas de camisas verde e amarelas

Com a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo, os vendedores de artigos esportivos de São Gonçalo já começam a contabilizar os prejuízos com as blusas verde e amarelas encalhadas. A última vez que a seleção entrou em campo foi no dia 5 deste mês, quando perdeu para a Noruega por 2 a 1 nas oitavas de final. Desde então, o interesse do consumidor despencou consideravelmente. Agora, a expectativa do setor é que a aproximação das eleições em outubro ajude a reaquecer as vendas.
Para quem trabalha no comércio informal ou em pequenas lojas, o atraso na entrega das mercadorias agravou o cenário. É o caso de Sebastião dos Santos, de 56 anos, que atua no ramo há quase três décadas.
Leia também:
Polícia Militar faz operação no Jardim Catarina e prende três suspeitos
"Eu tenho uma mala de roupas do Brasil em casa que ficou encalhada porque chegou depois do jogo, infelizmente. Acabou o jogo, acabaram as vendas. Hoje eu tenho um prejuízo de R$ 7.800,00. Eu sou um microempresário, mas tem gente que, infelizmente, teve um prejuízo bem maior", comenta Sebastião.

O comércio eletrônico também sentiu o golpe imediatamente. O vendedor online Raphael Azamor, de 24 anos, explica que o impacto da desclassificação afetou até mesmo a procura por uniformes de outros países.
"Diminuiu bastante. Até cliente que eu já dava como venda certa voltou atrás. Diria que impactou até nas camisas de outras seleções da Copa. Tem mercadoria que estou aguardando chegar até hoje, mas o prejuízo ultrapassa os dois mil reais só nas camisas do Brasil", explica Raphael.

Por outro lado, o fator tempo e a sorte ajudaram alguns lojistas a passarem ilesos pela crise pós-eliminação. A comerciante Ana Carolina Vieira Costa, de 33 anos, conseguiu queimar todo o estoque antes do apito final contra a Noruega.
“Olha, as nossas vendas foram superaltas e nós vendemos tudo, bombou. Vendemos chapéus, blusas plus size, masculinas, femininas... Tudo acabou. Não tivemos prejuízo, mas os nossos vizinhos de box ainda têm muitas peças encalhadas”, relata.

Novas chances para as camisas verde e amarelas
A expectativa dos comerciantes é que durante as eleições presidenciais em outubro, esse cenário mude com o aumento das vendas.
"Como ultimamente as camisas da seleção se tornaram uma forma de manifesto político, acredito que as eleições presidenciais de outubro podem elevar as vendas dessas peças. Outra alternativa será a Copa do Mundo Feminina no ano que vem, já que o torneio será sediado no Brasil", projeta o vendedor Raphael Azamor.

Sob supervisão de Marcela Freitas