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Fim de jogo e prejuízo no bolso: Fracasso do Brasil na Copa deixa comerciantes com estoque encalhado

Eliminação precoce do Brasil nas oitavas de final derrubou as vendas de camisas verde e amarelas

relogio min de leitura | Cristine Oliveira 10 de julho de 2026 - 13:53
Fim de jogo e prejuízo no bolso
Fim de jogo e prejuízo no bolso -

Com a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo, os vendedores de artigos esportivos de São Gonçalo já começam a contabilizar os prejuízos com as blusas verde e amarelas encalhadas. A última vez que a seleção entrou em campo foi no dia 5 deste mês, quando perdeu para a Noruega por 2 a 1 nas oitavas de final. Desde então, o interesse do consumidor despencou consideravelmente. Agora, a expectativa do setor é que a aproximação das eleições em outubro ajude a reaquecer as vendas.

Para quem trabalha no comércio informal ou em pequenas lojas, o atraso na entrega das mercadorias agravou o cenário. É o caso de Sebastião dos Santos, de 56 anos, que atua no ramo há quase três décadas.


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"Eu tenho uma mala de roupas do Brasil em casa que ficou encalhada porque chegou depois do jogo, infelizmente. Acabou o jogo, acabaram as vendas. Hoje eu tenho um prejuízo de R$ 7.800,00. Eu sou um microempresário, mas tem gente que, infelizmente, teve um prejuízo bem maior", comenta Sebastião.

Sebastião dos Santos, que vende há 28 anos, amarga um prejuízo de R$ 7.800
Sebastião dos Santos, que vende há 28 anos, amarga um prejuízo de R$ 7.800 |  Foto: Layla Mussi

O comércio eletrônico também sentiu o golpe imediatamente. O vendedor online Raphael Azamor, de 24 anos, explica que o impacto da desclassificação afetou até mesmo a procura por uniformes de outros países.

"Diminuiu bastante. Até cliente que eu já dava como venda certa voltou atrás. Diria que impactou até nas camisas de outras seleções da Copa. Tem mercadoria que estou aguardando chegar até hoje, mas o prejuízo ultrapassa os dois mil reais só nas camisas do Brasil", explica Raphael.

Nem o comércio online escapou do baque
Nem o comércio online escapou do baque |  Foto: Layla Mussi

Por outro lado, o fator tempo e a sorte ajudaram alguns lojistas a passarem ilesos pela crise pós-eliminação. A comerciante Ana Carolina Vieira Costa, de 33 anos, conseguiu queimar todo o estoque antes do apito final contra a Noruega.

“Olha, as nossas vendas foram superaltas e nós vendemos tudo, bombou. Vendemos chapéus, blusas plus size, masculinas, femininas... Tudo acabou. Não tivemos prejuízo, mas os nossos vizinhos de box ainda têm muitas peças encalhadas”, relata.

Na contramão do prejuízo, teve quem vendeu tudo! A comerciante Ana Carolina Costa, de 33 anos, correu contra o tempo e conseguiu zerar o estoque antes do jogo decisivo das oitavas de final
Na contramão do prejuízo, teve quem vendeu tudo! A comerciante Ana Carolina Costa, de 33 anos, correu contra o tempo e conseguiu zerar o estoque antes do jogo decisivo das oitavas de final |  Foto: Layla Mussi

Novas chances para as camisas verde e amarelas

A expectativa dos comerciantes é que durante as eleições presidenciais em outubro, esse cenário mude com o aumento das vendas.

"Como ultimamente as camisas da seleção se tornaram uma forma de manifesto político, acredito que as eleições presidenciais de outubro podem elevar as vendas dessas peças. Outra alternativa será a Copa do Mundo Feminina no ano que vem, já que o torneio será sediado no Brasil", projeta o vendedor Raphael Azamor.

Após o tombo nas vendas com o fim do sonho do hexa, lojistas de Niterói agora apostam na polarização política e nas eleições de outubro
Após o tombo nas vendas com o fim do sonho do hexa, lojistas de Niterói agora apostam na polarização política e nas eleições de outubro |  Foto: Layla Mussi

Sob supervisão de Marcela Freitas 

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