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Greve dos rodoviários: 40 coletivos amanhecem depredados nesta segunda-feira (29)

Justiça determinou operação mínima de 50% da frota durante a paralisação

relogio min de leitura | Redação 29 de junho de 2026 - 11:04
De acordo com o Rio Ônibus, ao menos 40 veículos foram vandalizados
De acordo com o Rio Ônibus, ao menos 40 veículos foram vandalizados -

A greve dos rodoviários iniciada na madrugada desta segunda-feira (29) já provoca reflexos no transporte público do Rio de Janeiro. Além da redução na oferta de ônibus, diversos coletivos amanheceram com vidros quebrados em diferentes regiões da cidade. Segundo o Rio Ônibus, pelo menos 40 veículos foram alvo de atos de vandalismo.

De acordo com a entidade, cerca de 860 coletivos estavam operando nas primeiras horas do dia. Apesar disso, passageiros relataram maior tempo de espera nos pontos devido à diminuição da quantidade de veículos em circulação.


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O Rio Ônibus informou que todas as garagens permanecem abertas para a saída dos ônibus e atribuiu as depredações a participantes da paralisação, pedindo que os rodoviários retornem ao trabalho para normalizar o serviço.

A entidade também destacou que a redução da frota já estava prevista por causa do ponto facultativo decretado em razão do jogo da seleção brasileira, o que, segundo o órgão, também influencia a operação desta segunda-feira.

Para minimizar os impactos da greve, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) determinou, em decisão liminar, que pelo menos metade da frota de cada linha permaneça em funcionamento durante a paralisação. Caso a decisão seja descumprida, o Sindicato dos Rodoviários (Sintrucad-Rio) e o Rio Ônibus poderão ser multados em R$ 50 mil por dia, de forma individual.

Mesmo diante da determinação judicial, o sindicato confirmou o início da greve à meia-noite e informou que a paralisação foi comunicada antecipadamente aos órgãos responsáveis, entre eles a Prefeitura do Rio, a Secretaria Municipal de Transportes, o Rio Ônibus e o Ministério Público do Trabalho.

No sistema BRT, a MOBI-Rio informou que a operação ocorre com cerca de 68% da frota prevista para o ponto facultativo, com 278 veículos em circulação pelos quatro corredores e todas as estações abertas. Embora o sindicato afirme que os motoristas dos articulados aderiram ao movimento, a categoria está cumprindo a decisão judicial de manter ao menos metade da operação.

A mobilização dos rodoviários tem como principais reivindicações a elevação dos salários, mudança da data-base da categoria, contratação dos profissionais do BRT pelo regime CLT, fim dos contratos temporários, aumento do vale-alimentação para R$ 1 mil, adoção da jornada 5x2, manutenção do passe livre, pagamento de indenização pelo intervalo de almoço e implantação de planos de saúde e odontológico.

Segundo o sindicato, a proposta apresentada pelas empresas prevê reajuste salarial de aproximadamente R$ 150 para motoristas de ônibus convencionais e de cerca de R$ 180 para condutores de ônibus articulados. O vale-alimentação também teria aumento, passando de R$ 660 para R$ 689 mensais.

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