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Antidepressivo vai parar no mar e é encontrado em tubarões no Rio

O antidepressivo sertralina está entre os medicamentos mais consumidos no Brasil

relogio min de leitura | Redação 19 de junho de 2026 - 10:32
A descoberta acende um alerta sobre os impactos da poluição química no ambiente oceânico
A descoberta acende um alerta sobre os impactos da poluição química no ambiente oceânico -

O antidepressivo sertralina está entre os medicamentos mais consumidos no Brasil. Um levantamento nacional aponta que, entre 2022 e 2024, houve um aumento de 18,6% no uso de remédios voltados para a saúde mental no país.

Apesar da ampla utilização, um detalhe pouco conhecido chama a atenção de pesquisadores, após serem metabolizadas pelo organismo humano, substâncias presentes nesses medicamentos não desaparecem completamente. Parte delas é eliminada pela urina, segue pelo sistema de esgoto e, sem tratamento adequado, acaba chegando aos rios e, consequentemente, ao mar.


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Criado em 2018, o Projeto EcoShark monitora a saúde de tubarões na costa fluminense. A iniciativa é coordenada pela professora Marina Batha Alonso, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Durante as análises realizadas ao longo do projeto, os pesquisadores identificaram a presença de compostos derivados de antidepressivos no organismo desses animais marinhos, incluindo no cérebro. A descoberta acende um alerta sobre os impactos da poluição química no ambiente oceânico e seus possíveis efeitos na fauna.

Embora ainda sejam necessários mais estudos para entender as consequências exatas dessa contaminação, especialistas já destacam que a presença dessas substâncias pode interferir no comportamento e na fisiologia dos tubarões, afetando desde a alimentação até a reprodução.

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