Dia dos Namorados: quando um simples match se transforma em amor para a vida toda
Histórias que começaram com uma simples troca de mensagens se transformaram em casamentos e mostram como a tecnologia tem aproximado corações

Em tempos de conexões digitais, o amor também encontrou um novo caminho. Entre curtidas, mensagens e "matches", milhares de brasileiros têm transformado encontros virtuais em relacionamentos reais, provando que o romance pode surgir até mesmo na tela de um celular. Histórias que começam com uma simples notificação e, muitas vezes, terminam em namoro, casamento e planos para uma vida inteira a dois.
Cada vez mais populares, os aplicativos de relacionamento deixaram de ser apenas uma alternativa para conhecer novas pessoas e se tornaram uma ferramenta capaz de aproximar vidas, encurtar distâncias e criar laços duradouros. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro, cerca de 94 milhões de brasileiros já utilizaram plataformas de relacionamento, número que corresponde a 57% dos internautas do país.
Entre esses milhões de usuários estão casais que encontraram na tecnologia a oportunidade de viver histórias de amor verdadeiras. É o caso da enfermeira Suellen Ribeiro, de 27 anos, e de Marcos Paes, de 30, que transformaram um simples "match" em um casamento que já dura sete anos.
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Suellen decidiu criar um perfil em um aplicativo de relacionamento após o incentivo de amigas que já haviam tido boas experiências na plataforma. Na época, ela buscava alguém para conversar, sair e compartilhar momentos do dia a dia, sem imaginar que encontraria o homem com quem construiria uma família.
“Foi influência de amigas próximas que já tinham usado e gostado. Além disso, eu estava há muito tempo sozinha, procurando alguém para sair e conversar”, relembrou Suellen Ribeiro, que achou o amor com apenas um mês na plataforma.

Apesar de os aplicativos aproximarem as pessoas, eles também podem gerar insegurança e desconfiança sobre quem está do outro lado da tela. Ainda assim, quando o sentimento surge, essas barreiras acabam sendo superadas. Foi o que aconteceu com Suellen, que se interessou por Marcos logo nas primeiras conversas.
“Iniciar uma conversa com alguém que você não conhece é muito difícil. A gente nunca sabe se o que a outra pessoa está dizendo é verdade. Fizemos muitas perguntas genéricas e demoramos um pouco para nos entender. Só melhorou quando nos encontramos pessoalmente. Depois disso, passamos a conversar todos os dias e a nos ver com frequência”, relembrou.
De acordo com a pesquisa, cerca de 70% das mulheres preferem marcar encontros em locais movimentados, enquanto 66% avisam alguém de confiança antes de sair. A história de Suellen confirma essa realidade. Após um período de conversas virtuais, ela e Marcos decidiram finalmente se encontrar.
“Quando se trata do mundo virtual, existe muito receio. A gente fica se perguntando se a pessoa mostrada no aplicativo é realmente aquela que vai encontrar pessoalmente. Compartilhei minha localização e enviei os dados das redes sociais dele para uma amiga, que ficou me acompanhando e mandando mensagens para saber se estava tudo bem”, contou.
Mas toda a cautela valeu a pena. A química entre os dois também aconteceu fora do ambiente virtual, transformando um simples encontro em uma história de amor que chegou ao altar.
“Foi um encontro muito bom, leve e descontraído. Saímos para um barzinho com música ao vivo, conversamos bastante e gostamos da companhia um do outro. Isso era muito importante para os próximos encontros. Um primeiro encontro ruim provavelmente não teria continuidade”, disse Suellen.

Outra história de amor que nasceu graças aos aplicativos é a do supervisor administrativo Tarcísio Rodrigues Dantas, de 42 anos, e da analista financeira Evelyn Corrêa do Couto, de 37. Juntos há oito anos, eles também encontraram o amor por meio da tecnologia.
Apesar do final feliz, o casal quase não se conheceu. Tarcísio não era adepto dos aplicativos de namoro, mas resolveu dar uma oportunidade à experiência.
“Nunca tinha utilizado aplicativos de namoro antes, mas eles já existiam há muito tempo. Muitos amigos os utilizavam e gostavam, mas eu era resistente a usá-los. Depois, baixei o Tinder e fiquei por lá durante um tempo, mas acabei enjoando, pois os papos sempre eram os mesmos. As pessoas padronizaram a comunicação, que acabou se tornando mecanizada. Desinstalei o Tinder e instalei o Happn, que deu certo, e foi lá que conheci a minha esposa, Evelyn”, contou Tarcísio.
No caso deles, além do aplicativo, pode-se dizer que o clube carioca com o maior número de torcedores, o Flamengo, também ajudou os dois a se conhecerem.
“Eu já tinha usado algumas vezes, mas, na última vez, instalei o Happn e fui a um bar perto da casa dele assistir ao jogo do Flamengo. O aplicativo identificou que ele estava por perto”, disse Evelyn.
Com um pouco de insistência e sorte, os dois se conheceram e começaram a trocar mensagens. A conversa, porém, demorou a fluir por conta da correria do dia a dia, mas o amor falou mais alto.
“Demorou alguns dias, pois eu levava um tempo para responder por conta dos compromissos do dia a dia”, contou o supervisor administrativo.
“Eu puxei assunto e conversamos pouco. Depois fomos para o WhatsApp. Só nos cumprimentamos e não falamos mais. Então, ele puxou assunto comigo cerca de 10 dias depois”, explicou a analista financeira.

Por fim, depois das conversas e de identificarem interesses em comum, resolveram sair para se conhecer pessoalmente.
“Conversamos sobre muitos assuntos e nos divertimos em um bar próximo de casa, em uma sexta-feira à noite. Nesse dia, rolou o primeiro beijo”, relembrou Tarcísio, que se casou com Evelyn em 2021.
Os aplicativos de namoro têm facilitado a interação entre as pessoas e dado origem às mais variadas histórias de amor.
Sob supervisão de Marcela Freitas