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Ministério da Saúde suspende vacina contra dengue do Butantan, após duas mortes suspeitas

A vacina é a primeira do mundo em dose única e totalmente brasileira

relogio min de leitura | Escrito por Redação 08 de junho de 2026 - 17:37
Vacina contra a dengue feita pelo Butantan
Vacina contra a dengue feita pelo Butantan -

O Ministério da Saúde anunciou que irá suspender a imunização contra a dengue com a vacina do Butantan, a partir dessa segunda-feira (8). A medida acontece depois de duas mortes suspeitas terem sido registradas. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o diretor do Instituto Butantan. 

Segundo o Ministério da Saúde, até agora foram aplicadas 500 mil doses, e dentro desse universo de pacientes, foram registradas 42 reações severas possivelmente ligadas a vacina. Entre elas, duas mortes suspeitas. 

"Nós tivemos três casos graves, desses dois óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, ter dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência", disse o ministro da saúde, Alexandre Padilha.


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Desenvolvida pela Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e primeira totalmente brasileira. A imunização iniciou no começo do ano focado nos profissionais de saúde. 

Agora, os estados e municípios irão suspender a aplicação. O governo informou que irá investigar por possíveis efeitos adversos. Quem recebeu doses nos últimos 21 dias, deve fazer um acompanhamento e estar atendo a reações como febre, dor abdominal, vômitos, entre outros.

A pasta reforçou que à medida é temporária e de segurança, que todas as mortes são suspeitas e que há confiança no estudo que levou à comprovação da eficiência e segurança da vacina. 

"Queria reforçar aqui que o Ministério da Saúde tem toda a confiança na capacidade institucional, científica do Instituto Butantan, de fazer essa investigação, de aprofundar esses estudos. Isso foi apresentado no Comitê de Farmacovigilância Nacional, que foi feito hoje de manhã cedo, e o comitê recomendou de forma consensual essa estratégia de descontinuidade", disse o ministro Padilha.

Na coletiva, o diretor do Butantan, o médico infectologista Esper Kallás, também falou sobre o caso: "A gente vai trabalhar nesse sentido com a esperança de que nós vamos conseguir dados suficientes, evidências suficientes para mostrar que a vacina tem benefício para a saúde pública brasileira e pode ser retomada", afirmou. 

Vale lembrar que antes de ser aprovada, a pesquisa aplicou a vacina em 16 mil pessoas que foram acompanhadas durante cinco anos. A partir disso, ela teve sua eficiência e segurança comprovada. O estudo teve repercussão internacional e chegou a ser publicado pela revista Nature. 

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