Entregadores anunciam paralisação no estado do Rio de Janeiro nos dias 30 de abril e 1° de maio
A mobilização já conta com adesão em diversas áreas, com previsão de interrupção das atividades

Entregadores por aplicativo anunciaram uma paralisação estadual no Rio de Janeiro para os dias 30 de abril e 1º de maio. O movimento, conhecido como “Breque dos Apps RJ 2026”, surge em meio a uma série de reclamações da categoria sobre queda na remuneração e mudanças recentes nos modelos de distribuição de corridas adotados pelas plataformas. A mobilização deve atingir diferentes regiões do estado, incluindo a capital e cidades da Região Metropolitana, como Niterói e São Gonçalo, onde há previsão de atos e concentração de trabalhadores.
De acordo com Amsterdan Sousa, conhecido como Mister, idealizador do Movimento Voz dos Entregadores e responsável pela organização da categoria em Niterói e São Gonçalo, a paralisação é motivada principalmente por mudanças recentes nas modalidades de entrega adotadas pelas plataformas. “O principal motivo da paralisação é a modalidade + entrega, que reduz o valor da taxa mínima de R$ 7 para R$ 3, tirando a demanda daqueles que não aceitam rodar nessa modalidade”, afirmou.
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Essas mudanças recentes vêm provocando uma queda significativa na renda dos trabalhadores, além de ampliar a desigualdade entre os entregadores que atuam nas plataformas, especialmente entre aqueles que trabalham de forma autônoma e os vinculados a operações logísticas. O movimento também alerta para possíveis estratégias adotadas pelas empresas durante o período de paralisação, como a oferta de incentivos financeiros para manter os serviços em funcionamento, o que, segundo os organizadores, pode impactar diretamente a adesão dos profissionais.
Na capital, os entregadores devem se reunir na região da Cinelândia, no Centro do Rio, enquanto em Niterói a mobilização está prevista para acontecer nas proximidades das Docas, ao lado do Plaza Shopping. A expectativa do movimento é que a mobilização pressione as plataformas a reverem os modelos adotados atualmente. “Nós esperamos que o aplicativo de entrega tire essas modalidades da plataforma e que os entregadores se conscientizem e não façam nenhum desses modais”, disse.