Passageiros apontam abandono e problemas estruturais no Terminal Roberto Silveira
Estrutura precária e falta de conservação marcam rotina no terminal

Passageiros do Terminal Rodoviário Roberto Silveira, no Centro de Niterói, relatam que a falta de manutenção e o desgaste da estrutura têm impactado diretamente a rotina no local. Problemas como sujeira, mau cheiro, presença de pombos, pessoas em situação de rua e desorganização nas dependências reforçam a sensação de abandono e contribuem para o desconforto de quem passa diariamente pelo espaço, que também reflete diferentes demandas sociais.
Comerciantes, que preferiram não se identificar, relatam que a falta de manutenção e de organização adequada nas dependências favorece situações de desordem. Segundo eles, o ambiente, que recebe diariamente diferentes públicos, poderia ser mais bem cuidado, o que ajudaria a tornar o espaço mais seguro e acolhedor para todos.
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Usuários frequentes afirmam que, ao longo dos anos, não perceberam melhorias significativas na infraestrutura do terminal. Para muitos, o cenário atual ainda reflete problemas antigos, que persistem mesmo após intervenções pontuais.
“A gente teve um período bom até 2013, mais ou menos, em que houve uma diminuição considerável, mas parece que, de 2015 até os dias de hoje, a situação está cada vez pior; essa é a minha impressão. Eu não me sinto ameaçado aqui dentro, é apenas um incômodo você ter que, de 2 em 2 minutos, ficar dizendo ‘não, obrigado’ para algum pedinte ou vendedor de coisas”, comentou o bancário e passageiro Felipe Moreira, de 38 anos.

Se comparado ao estado atual do terminal com o que poderia ser encontrado anos atrás, os passageiros dizem que não houve melhoras significativas.
“Para mim, esse terminal continua tendo a mesma cara que tinha desde quando eu frequentava aqui há 30 anos. [...] Parece, assim, a mesma coisa para mim; eu não noto muita diferença, não. Houve uma organização um pouco maior na parte dos fundos depois da obra que teve, mas, de maneira geral, é parecido com o que me lembro: sempre assim, um cheiro meio ruim, esses pombos... o cheiro me incomoda”, disse.

Apesar do local ter sido limpo, passageiros relatam sentir cheiro desagradável.
“Eu acho que não é 100% limpo, mas poderia melhorar um pouco o ambiente, já que é daqui que a gente pega os ônibus, e um ambiente limpo traz muitos benefícios para quem quer voltar para casa bem. Você já sai cansado do trabalho e vem para o terminal, e ele está sujo ou com mau cheiro; isso não é legal. Agora, hoje, pelo menos, está limpo, só com um cheirinho não muito agradável”, contou o ajudante de cozinha e passageiro Valdecir Ferreira Gomes, de 49 anos.

Funcionários da rodoviária informaram que, rotineiramente, agentes da Secretaria Municipal de Assistência Social da Prefeitura de Niterói retiram as pessoas em situação de rua; entretanto, em algumas situações, eles acabam voltando.
Procurada, a Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Estado do Rio de Janeiro (CODERTE), responsável pela administração do terminal, não respondeu até o fechamento desta reportagem.

Sob supervisão de Marcela Freitas




