Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,2134 | Euro R$ 6,0116
Search

Justiça autoriza argentina acusada por praticar atos racistas a deixar o Brasil mediante pagamento de 60 salários mínimos

Ela responde por injúria racial contra funcionários de um bar na Zona Sul do Rio

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 31 de março de 2026 - 11:27
Ela dirigiu-se ao caixa do bar e o chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol)
Ela dirigiu-se ao caixa do bar e o chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol) -

O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) autorizou nesta segunda-feira (30), a argentina Agostina Páez a voltar ao seu país de origem. Ela responde por injúria racial contra funcionários de um bar na Zona Sul do Rio e, para deixar o Brasil, precisa pagar o valor de caução de 60 salários mínimos, aproximadamente R$ 97 mil, além de manter endereços e contatos atualizados por meio do seu advogado, com o compromisso de atender a todas intimações.

O desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso na 8ª Câmara Criminal do Rio, disse que, uma vez comprovado o depósito, o juiz deve devolver o passaporte de Agostina, retirar a tornozeleira eletrônica e expedir o alvará de autorização de viagem para a Argentina. O valor de caução serve como uma garantia de que a mulher cumprirá a eventual pena imposta pela Justiça fluminense.


Leia também: 

Jovem é morta por ex-companheiro; suspeita é que ela tenha sido envenenada

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio estimado em R$ 3,5 milhões


De acordo com as investigações da 11ª DP (Rocinha), Paez estava com duas amigas em um bar, na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, no dia 14 de janeiro, quando discorda dos valores da conta e chamou de maneira ofensiva e depreciativa, um funcionário do estabelecimento de “negro”. Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava um crime no Brasil, ela dirigiu-se ao caixa do bar e o chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.

Matérias Relacionadas