BNDES pede adiamento do leilão que definirá novo operador do sistema ferroviário do RJ
O Ministério Público apontou que o recurso pode ter sido apresentado fora do prazo, mas solicitou esclarecimentos do Estado e da SuperVia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pediu à Justiça o adiamento do leilão que vai escolher o novo operador do sistema ferroviário do Rio de Janeiro, marcado para o dia 10 de fevereiro. O banco afirma que o edital ignora uma dívida de R$ 1,7 bilhão da SuperVia, o que pode gerar prejuízo irreversível.
O pedido está sendo analisado pelo juiz Victor Agustin Cunha Torres, da Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo o banco, a concessionária interrompeu os pagamentos do financiamento em 2021 e negociou um acordo com o Governo do Estado sem incluir a instituição.
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O BNDES critica o acordo homologado pela Justiça, que prevê aporte de recursos públicos, repasse dos controladores e a criação de uma nova estrutura para transferir a operação ferroviária, encerrando a concessão atual. Para o banco, a medida retira garantias do principal financiador do sistema.
O Ministério Público apontou que o recurso pode ter sido apresentado fora do prazo, mas solicitou esclarecimentos do Estado e da SuperVia. Em nota, o BNDES reafirmou que o acordo o prejudica diretamente. A Secretaria de Transportes manteve o leilão na data prevista e a SuperVia não se pronunciou.