CDL Niterói cobra medidas urgentes diante do avanço da criminalidade no comércio
O aumento expressivo de arrombamentos, furtos e roubos no comércio de Niterói tem gerado preocupação entre empresários e lojistas da cidade

O aumento expressivo de arrombamentos, furtos e roubos no comércio de Niterói tem gerado preocupação entre empresários e lojistas da cidade. Diante desse cenário, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói alerta para a gravidade da situação e cobra medidas urgentes do poder público para reforçar a segurança.
De acordo com o presidente da CDL Niterói, Luiz Vieira, a entidade tem recebido inúmeras denúncias de associados que vêm sofrendo prejuízos recorrentes. Um dos casos mais alarmantes envolve um lojista que teve sua loja arrombada quatro vezes em um intervalo de apenas dez dias, inclusive em uma unidade localizada em frente à 77ª Delegacia de Polícia (Icaraí), o que evidencia a ousadia dos criminosos.

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Segundo Vieira, parte do problema está relacionada ao crescimento do número de pessoas em situação de rua, especialmente na região central da cidade. Ele destaca a necessidade de reavaliar a localização do Programa Recomeço, atualmente instalado no Centro, por seu impacto direto na segurança e nos esforços de revitalização da área.
“O projeto tem uma proposta social importante, mas é preciso repensar o local onde funciona. O Centro, principalmente à noite, tornou-se uma área insegura, com presença de usuários de drogas, criminosos, pessoas com transtornos psíquicos e egressos do sistema prisional, além de cidadãos de bem sem moradia digna. Não se trata de generalizar, mas o cenário atual afasta consumidores, trabalhadores e investidores”, afirmou.
A CDL Niterói reconhece iniciativas da Prefeitura, como o uso de câmeras de monitoramento integradas à Polícia Militar e à Guarda Municipal. No entanto, a entidade avalia que as ações ainda são insuficientes diante da escalada da criminalidade. Por isso, irá solicitar, nos próximos dias, uma reunião com representantes do poder público para discutir novas estratégias de segurança.
Outro ponto destacado pela entidade é o alto índice de subnotificação dos crimes. “Muitos comerciantes deixaram de registrar ocorrência por descrença na efetividade do sistema, o que dificulta o mapeamento das áreas mais afetadas e a intensificação do policiamento”, ressaltou Vieira.
A CDL Niterói reforça que segurança pública é um direito básico e uma obrigação do Estado, e defende ações imediatas para garantir a proteção de comerciantes, trabalhadores e consumidores.