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Crianças desaparecidas no Maranhão: buscas completam duas semanas e mobilizam mais de mil pessoas

O esforço de forças de segurança e voluntários para encontrar Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, agora ganha o reforço de mergulhadores da Marinha, que foram enviados ao local

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 19 de janeiro de 2026 - 11:21
A Marinha do Brasil enviou mergulhadores para auxiliar nas buscas pelos irmãos
A Marinha do Brasil enviou mergulhadores para auxiliar nas buscas pelos irmãos -

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completaram duas semanas. Eles estão desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, quando saíram para brincar no local onde vivem, no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. 

Neste domingo (18), a reportagem do Fantástico acompanhou de perto o trabalho das equipes e o drama da família, que vive em uma comunidade que tem cerca de 250 moradores e sempre considerou a rua uma extensão da própria casa. Foi nesse ambiente que os irmãos desapareceram. A avó, Francisca, lembra que a mãe das crianças havia avisado que eles estavam brincando na varanda.

Reforço da Marinha 

A Marinha do Brasil enviou, no último sábado (17), mergulhadores para auxiliar nas buscas pelos irmãos que estão desaparecidos há 15 dias no interior do Maranhão.

Segundo informações divulgadas pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), 11 militares agora integram a força-tarefa montada para localizar as crianças.

Eles irão usar um equipamento especial, chamado Sonar de Varredura Lateral. Esse sonar acústico cria imagens detalhadas embaixo da água, especialmente em ambientes de águas turvas ou profundas, ao funcionar como uma espécie de scanner subaquático.


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Entenda o caso 

No dia 4 de janeiro, segundo relatos, Anderson Kauã, de 8 anos, que também desapareceu com os primos, estava na casa da avó de ambas as crianças, onde brincavam juntos. Ele brincou, almoçou e depois foi embora.

José Henrique Cardoso Reis, tio das crianças, contou que viu os três juntos por volta das 13h30 e pediu que voltassem para casa.

Horas depois, a avó percebeu a ausência dos netos, entre 15h30 e 16h. Chamou por eles, mas ninguém respondeu. O avô, José Reis, explicou que é comum as crianças circularem pelas casas vizinhas, mas, ao notar que não estavam em lugar nenhum, os moradores entraram na mata para procurar.

A mobilização cresceu rapidamente. Bombeiros do Pará e do Ceará, Exército, Marinha e voluntários se juntaram às buscas. Mais de mil pessoas participaram, com apoio de cães farejadores. Os profissionais alertaram para os riscos da mata, como armadilhas de caça e a “tiririca”, planta que corta como navalha.

Durante as buscas, foram encontradas pegadas de criança, e, três dias depois, Kauã foi localizado por um carroceiro que colhia palha. O menino estava sem roupas e havia perdido dez quilos, mas sobreviveu. Ele já se recupera e deve receber alta hospitalar nesta semana.

O delegado Ederson Martins explicou que Kauã contou ter tentado chegar a um pé de maracujá. Ao ser mandado de volta pelo tio, entrou na mata pelo lado contrário para não ser visto. Foi nesse momento que se perdeu com os primos. As roupas dele foram achadas no dia 8, e a polícia confirmou que não houve violência sexual.

Com o retorno de Kauã, as buscas se concentraram nos irmãos de seis e quatro anos, que seguem desaparecidos. A área de quatro quilômetros quadrados foi dividida em 45 quadrantes, monitorados por aplicativo. O coordenador Cleyton Cruz relatou que Kauã foi encontrado encostado em uma palmeira. Em reconstituição, o menino disse que nenhum adulto os acompanhava e que não encontraram comida.

Kauã também relatou que passaram por uma casa abandonada. O secretário de Segurança, Maurício Martins, afirmou que os cães confirmaram o trajeto. 

A mãe das crianças, Clarisse Cardoso Ribeiro, fez um apelo emocionado. “É minha vida. Meus filhos são tudo pra mim, são muito apegados comigo. A única coisa que eu peço é que quem esteja com meu filho, entregar”, disse.

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