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Academia Gonçalense de Letras (Aglac) empossa novos acadêmicos e inicia nova fase de fortalecimento cultural

Sessão solene marca reestruturação da Aglac com a entrada de quatro novos membros e reforço da diversidade cultural

relogio min de leitura | Escrito por Aretha Dossares com edição de Cyntia Fonseca | 12 de janeiro de 2026 - 14:50
A cerimônia ocorreu no auditório principal do Bloco A da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/UERJ)
A cerimônia ocorreu no auditório principal do Bloco A da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/UERJ) -

A Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências (AGLAC) realizou, na tarde de sexta-feira (09), uma sessão solene de posse que simbolizou não apenas a entrada de novos acadêmicos, mas também um momento de reestruturação e revitalização institucional. A cerimônia ocorreu no auditório principal do Bloco A da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/UERJ), no bairro Patronato, em São Gonçalo.


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Imagem ilustrativa da imagem Academia Gonçalense de Letras (Aglac) empossa novos acadêmicos e inicia nova fase de fortalecimento cultural

Sob a presidência de Rujany Martins, o evento oficializou a posse de quatro novos integrantes que passam a compor o quadro acadêmico da instituição: o poeta, cordelista e trovador Ezequiel Alcântara Soares; a liderança religiosa e ativista cultural Mãe Márcia D’Oxum; a professora, poeta e editora Suzane Veiga; e a pesquisadora e escritora Verônica Inaciola. As nomeações integram um processo iniciado com a abertura de edital para o preenchimento de cadeiras vagas, etapa considerada fundamental para a renovação da Academia.

Durante a solenidade, discursos destacaram a necessidade de fortalecer a AGLAC como espaço de preservação da memória intelectual, de valorização da produção cultural local e de diálogo entre diferentes formas de conhecimento. A atual gestão ressaltou que, ao assumir a presidência, encontrou um número significativo de cadeiras ociosas, o que motivou a adoção de medidas para reconfigurar o quadro acadêmico e ampliar a representatividade da instituição.

Imagem ilustrativa da imagem Academia Gonçalense de Letras (Aglac) empossa novos acadêmicos e inicia nova fase de fortalecimento cultural

Em sua fala, a escritora e crítica literária Suzane Veiga destacou o caráter histórico do momento. Segundo ela, a posse dos novos membros representa “um novo ciclo para a Academia, pautado pela diversidade, pela ampliação do diálogo com a cidade e pelo fortalecimento da atuação cultural em São Gonçalo”. Para Suzane, a literatura e a cultura devem ser entendidas como bens públicos, capazes de atravessar gerações e contribuir para a formação crítica da sociedade.

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A pesquisadora Verônica Inaciola ressaltou o valor simbólico da cerimônia como reconhecimento de uma trajetória construída a partir da pesquisa sobre a cultura popular, especialmente as manifestações da Folia de Reis. “É a coroação de um trabalho realizado com muito amor, que nasce do contato direto com as tradições e com os sujeitos que mantêm viva a memória cultural da cidade”, afirmou.

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Já o poeta e cordelista Ezequiel Alcântara Soares enfatizou o compromisso assumido ao ingressar na AGLAC. Para ele, a posse representa uma honra, mas também uma responsabilidade: “Carregar o estandarte da Academia exige trabalho contínuo para que a instituição reconquiste e amplie o prestígio cultural que lhe é de direito”, declarou.

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A líder religiosa Mãe Márcia D’Oxum destacou a importância da presença de diferentes matrizes culturais no espaço acadêmico. Em sua fala, afirmou que integrar a AGLAC é reafirmar a pluralidade da cultura brasileira, marcada por raízes afro-brasileiras, pela espiritualidade e pela atuação feminina na construção do conhecimento.

Além das falas dos novos acadêmicos, a sessão foi marcada por homenagens aos patronos das cadeiras ocupadas e pela valorização da trajetória histórica da Academia, idealizada ainda na década de 1970 como um espaço de promoção das letras, das artes e das ciências em São Gonçalo. Representantes do poder público, da educação e da cultura local também estiveram presentes, reforçando o papel da AGLAC como instituição de relevância simbólica para o município.

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