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Filha de policial é pega com escuta e câmera em prova de concurso

Mulher foi presa após ser flagrada com escuta em concurso para investigador; ela tentou fugir para banheiro

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 28 de novembro de 2023 - 11:32
Ela foi flagrada flagrada com escuta e webcam
Ela foi flagrada flagrada com escuta e webcam -

Uma mulher, de 31 anos, filha de policial penal, foi presa após ser flagrada com escuta e webcam em prova de concurso para investigador da Polícia Civil de São Paulo, no último domingo (26). Após ser flagrada, ela tentou fugir para o banheiro da universidade onde a prova foi aplicada, mas foi barrada.

Na última segunda-feira (27), a acusada passou por audiência de custódia, pagou R$ 6,6 mil de fiança e recebeu liberdade provisória. Ela é filha de um papiloscopista. Além da fiança, ela terá de comparecer mensalmente em juízo para informar suas atividades, não poderá sair da cidade por mais de oito dias sem comunicação prévia e não poderá se inscrever em concursos públicos enquanto durar o processo.


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Na prova, a candidata foi flagrada com uma microcâmera, um ponto eletrônico e um receptor digital, na camisa, no casaco e na calça que estava vestindo no momento da avaliação, aplicada em uma universidade particular em Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

Os fiscais da prova desconfiaram do comportamento da mulher durante a aplicação da prova, já que ela estava olhando a todo momento para todos os lados e ajeitando com frequência a própria roupa. Ela foi conduzida para passar por um detector de metais que emitiu sinal sonoro.

Conforme relato de uma das fiscais ouvidas pela Polícia, a suspeita resistiu ao pedido de tirar as vestimentas e ficou segurando uma das mangas em que estava embutida a câmera dizendo que ‘’não tinha nada’’. Quando a fiscal insistiu para que ela retirasse o casaco, “a candidata tentou correr para o interior do banheiro”, conforme o depoimento, mas acabou sendo barrada.

Somente sob ameaça de chamar a polícia,  a candidata cedeu, e a equipe que fiscalizava o concurso encontrou uma webcam com bateria acoplada à manga direita do casaco, com um buraco para a lente da câmera. Os agentes foram acionados, e ela foi conduzida ao 91º Distrito Policial (Ceasa).

Na delegacia, ela acabou mostrando que o receptador de sinal estava escondido na calça, e o ponto eletrônico, dentro do sutiã, mas se recusou a informar quanto havia pagado para praticar a fraude e quem são as outras pessoas envolvidas no esquema.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que a Polícia Civil investiga se outras pessoas participaram do crime. Sobre um suposto envolvimento do pai da suspeita, a pasta informou que, “se confirmada a participação de algum servidor da instituição no caso, as devidas medidas serão tomadas pela Corregedoria da Polícia Civil”.

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