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Número de desaparecidos em São Gonçalo no primeiro trimestre é o maior desde 2016

De janeiro a março deste ano, a cidade registrou 60 desaparecimentos

relogio min de leitura | Lara Neves 10 de maio de 2023 - 12:12
No município, o número de pessoas desaparecidas vinha caindo desde 2014, porém em 2021 esse índice voltou a subir
No município, o número de pessoas desaparecidas vinha caindo desde 2014, porém em 2021 esse índice voltou a subir -

O número de desaparecidos no município de São Gonçalo no primeiro trimestre é o maior dos últimos sete anos. A última vez que os três primeiros meses de um ano tiveram tantas pessoas desaparecidas foi em 2016. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP).

De janeiro a março deste ano, a cidade registrou 60 desaparecimentos. Esse número foi superado pela última vez no primeiro trimestre do ano de 2016, quando 88 pessoas desapareceram.

O mês de março deste ano também apresenta outro marco: é o março com mais pessoas desaparecidas dos últimos sete anos, com 26 sumiços. Desde 2016, quando houve 32 desaparecimentos, não havia um número tão alto no terceiro mês do ano.

Recentemente um caso de desaparecimento em São Gonçalo chamou atenção. O integrante do grupo de pagode Pele na Pele, Victor Silva Cardoso, desapareceu na noite do dia 23 de abril, quando saiu de um show com seu grupo e não retornou para casa. No dia seguinte, um corpo foi encontrado carbonizado e a família afirmou acreditar que poderia ser do pagodeiro.

Só os três primeiros meses de 2023 já somam 60 sumiços em São Gonçalo, número que equivale a cerca de 33,5% dos desaparecimentos registrados em delegacias no ano passado inteiro, com 179 ocorrências.

No município, o número de pessoas desaparecidas vinha caindo desde 2014, porém em 2021 esse índice voltou a subir.

Imagem ilustrativa da imagem Número de desaparecidos em São Gonçalo no primeiro trimestre é o maior desde 2016
 

Nos últimos cinco anos, a delegacia que mais teve registros de desaparecidos foi a 72ª DP, que está localizada no Mutuá e que atende à região do Complexo do Salgueiro e do Centro da cidade. A exceção foi no ano de 2020, quando a 74ª DP (Alcântara), que tende à região do Alcântara e bairros adjacentes, teve duas ocorrências a mais.

Niterói também tem taxa preocupante

O total de desaparecidos em Niterói no primeiro trimestre deste ano também chama atenção: é o maior para o período nos últimos cinco anos. De janeiro a março de 2023, 45 pessoas desapareceram. No mesmo período do ano passado, esse número foi de 32; em 2021, 29; em 2020, 30; e em 2019, 40.

Caso os próximos trimestres tenham uma taxa de desaparecidos na mesma média que este, pode ser que o ano de 2023 tenha o maior índice de desaparecidos dos últimos cinco anos, ultrapassando até o ano de 2019, que teve 140 desaparecimentos.

No ano passado, 121 pessoas foram registradas como desaparecidas. Em 2021, esse número foi de 108 pessoas. Já no primeiro ano da pandemia, o número foi abaixo da média dos últimos anos: 85 pessoas desapareceram.

O jovem Nathan Ferreira, morador do Fonseca, é um dos casos de desaparecimento na cidade. Ele está desaparecido desde a noite do dia 23 de abril, quando saiu de casa sozinho, enquanto os irmãos dormiam. Desde então ele não voltou para casa. Ele tem diagnóstico de transtorno do espectro autista e toma medicação controlada.

Itaboraí tem índices menores de desaparecimento

O município de Itaboraí, em comparação com as cidades vizinhas de São Gonçalo e Niterói, apresenta números mais "positivos". Até março, somente 14 pessoas foram dadas como desaparecidas. É uma vítima a menos do que no mesmo período do ano passado.

Desde o início da pandemia, o número de desaparecimentos tem apresentado uma estabilidade, sem um grande salto nos números. A última vez que esse índice passou de 100 sumiços foi em 2018, com 111 registros de ocorrência. No ano seguinte, caiu para 83; e depois disso a média está em 60 pessoas por ano.

FIA/RJ e Flamengo fazem ação com mães de crianças desaparecidas

O Governo do Estado, por meio Fundação para a Infância e Adolescência (FIA/RJ), e em parceria com o Clube Regatas Flamengo, realizará uma ação com mães que estão com filhos desaparecidos, na partida entre o time Rubro-Negro e o Goiás, nesta quarta-feira (10), no Maracanã.

A ação acontece pelo Programa SOS Crianças Desaparecidas e, antes do início do jogo, um grupo de mães entrará em campo carregando uma faixa com as fotos de seus filhos ainda não localizados. Caso uma criança ou adolescente desapareça, procure imediatamente a delegacia mais próxima de sua residência e registre o boletim de ocorrência. Não é necessário esperar 24 horas.

Consulte as crianças e adolescentes desaparecidos através do link: https://www.soscriancasdesaparecidas.rj.gov.br/consulta_publica/consulta_publica.php.

Já para consultar as pessoas desaparecidas no estado do Rio acesse: https://desaparecidos.pcivil.rj.gov.br/pesquisar 

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