Bolsonarista preso em operação da PF estava em São Gonçalo para visitar amigos
Segundo testemunhas, Átila Melo veio da Região dos Lagos para visitar residências no Patronato

O manifestante pró-Bolsonaro preso em São Gonçalo na última quarta-feira (28/12) estava no município para visitar amigos, segundo testemunhas. Apesar de ter sido preso na cidade, o acusado não reside na região; ele e sua família são moradores de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Átilla Reginaldo Franco de Melo foi preso na Rua Francisco Portela, no Patronato, em São Gonçalo, por volta das 15h da última quarta (28/12). Ele foi capturado pela Polícia Federal, através da Operação Nero, por acusações de ter participado da manifestação antidemocrática que culminou em atos de vandalismo e tentativa de invasão ao prédio da Polícia Federal, em Brasília, no último dia 12 de dezembro.
De acordo com gonçalenses que trabalham e residem próximo ao local onde Átilla foi preso, o suspeito havia acabado de chegar no endereço quando o carro da PF chegou. Os relatos indicam que ele estava vindo de Araruama, na Região dos Lagos, onde teria estado nas últimas semanas. Em São Gonçalo, ele e a família teriam vindo visitar um casal de amigos.
Segundo relatos, o suspeito é pastor e tem 41 anos. Em seu perfil na rede social Instagram, ele se apresenta como "patriota" e compartilhou registros participando de manifestações e protestos em Brasília nas últimas semanas
Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta (29/12), o diretor-geral da PF, Márcio Nunes de Oliveira, explicou o contexto da operação, que visa cumprir mandados de prisão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
"A PF cumpriu um mandado de prisão de um cidadão indígena [José Acácio Serene Xavante] no dia 12 de dezembro. Logo após essa prisão, houve uma tentativa de invasão ao prédio da PF. Aparentemente, para tentar o resgate desse preso. A partir disso, houve uma reação dos policiais para reprimir essa tentativa de invasão e ocorreu o recrudescimento. Os manifestantes começaram atos violentos de depredação tanto de patrimônio público quanto particular”, elucidou o diretor.
Além de Átilla, outras duas pessoas já foram presas pela Polícia como parte das investigações: Klio Damião Hirano, em Brasília, e Joel Pires Santana, em Rondônia.