Pescadores de São Gonçalo farão reunião para discutir processo jurídico sobre indenizações do desastre ambiental de 2000

Setor também discutirá geração de emprego e renda para a classe no município

Escrito por Daniel Magalhães 25/11/2021 15:55, atualizado em 25/11/2021 16:54
Questão envolvendo indenizações ainda está em um impasse jurídico
Questão envolvendo indenizações ainda está em um impasse jurídico . Foto: Divulgação/Agência Brasil

Acontece nesta sexta-feira (26) uma reunião envolvendo pescadores de São Gonçalo para discutir a respeito das questões judiciais envolvendo as indenizações dos profissionais que foram afetados pelo vazamento de petróleo na Baía de Guanabara, em 2000, e até hoje não receberam suas indenizações. A reunião acontecerá às 10h, na Rua Feliciano Sodré, nº 78, no 20º andar.

Além das indenizações, serão abordados assuntos relacionados ao setor pesqueiro e questões relacionadas a geração de emprego e renda no ramo. A reunião busca um ponto de partida para que o setor adote no fim deste ano e ao longo do ano que vem para lutar pelos direitos da classe e também esclarecer em que ponto jurídico está a questão acerca da indenização da Petrobrás. 

São convidados membros do setor pesqueiro de São Gonçalo, lideranças interessadas no setor de meio ambiente e pesca, assessores e vereadores.

Leia mais: Vazamento de petróleo na Baía de Guanabara completa 20 anos e pescadores ainda não receberam suas indenizações

Relembrando

Em 18 de janeiro de 2000, um duto da Petrobrás que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao terminal Ilha d’Água, na Ilha do Governador, se rompeu e 1,3 milhão de litros de óleo combustível vazaram pela Baía de Guanabara, espalhados em uma mancha de 40 km². O vazamento ficou conhecido um dos maiores desastres ambientais da história do país.

Além do prejuízo ambiental, moradores de cidades no entorno da Baía que dependiam da pesca também foram prejudicados economicamente por causa da morte da biodiversidade local.

Na época, a Federação dos Pescadores do Rio de Janeiro (Feperj) entrou com uma ação coletiva na Justiça e cobrou danos materiais por cada um dos cerca de 12 mil pescadores afetados e pediu um valor de R$ 60 mil a R$ 90 mil de indenização por pescador.

Porém, após quase vinte anos, a Petrobrás entrou em acordo com a Feperj e estipulou uma indenização de R$7,7 mil. No entanto, diferentes coletivos são contra o acordo entre a estatal e a Feperj, o que tem gerado um impasse desde 2019.

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