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Próxima escola construída no Rio terá o nome do menino Henry Borel

Ele morreu no dia 08 de março deste ano

relogio min de leitura | Redação 14 de julho de 2021 - 14:42
O projeto de lei é uma forma de homenagear a criança
O projeto de lei é uma forma de homenagear a criança -

É oficial: a próxima escola que for construída no município do Rio de Janeiro levará o nome do menino Henry Borel, que morreu aos 4 anos de idade após agressões do padrasto, o ex-vereador e médico Jairinho. A mãe da criança, Monique Medeiros também foi detida no caso, já que, segundo a polícia, ela sabia das agressões e permitiu que estas continuassem. Ela não denunciou o vereador na época. 

O projeto de lei que tem o objetivo de nomear uma escola com o nome do menino foi sancionado por Eduardo Paes, atual prefeito do Rio, e publicado no Diário Oficial do município nesta quarta-feira (04).

Henry morreu na madrugada do dia 8 de março deste ano após dar entrada em um hospital já sem vida. Segundo o padrasto e a mãe dele, os dois ouviram um barulho durante a madrugada e depois já encontraram o menino desmaiado, ou seja, a criança teria sofrido um acidente. A versão difere, no entanto, do que é apresentado no laudo da necropisia da criança que diz que a causa da morte foi “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente [violenta]". Ao todo, Henry teve 23 lesões.

A ideia de dar nome a uma escola por causa do menino surgiu dois vereadores Márcio Ribeiro (Avante) e Márcio Santos (PTB). 

Tanto Monique quanto Jairinho foram detidos por agentes da Polícia Civil no dia 08 de março. Jairinho e a mãe de Henry são acusados também de tentar interferir nas investigações e ameaçar testemunhas. Os mandados de prisão expedidos contra eles são do 2º Tribunal do Júri da Capital. Diversas testemunhas foram ouvidas sobre o caso.

Monique foi encaminhada para o Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói. Neste último fim de semana, o pai dela faleceu de Covid, mas Monique não teve autorização para ir até o enterro dele. O idoso morreu acreditando que o casal era inocente. 

Já Jairinho foi para o Complexo de Gericinó, em Bangu.

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