Motoboys de Niterói realizam terceira manifestação por melhorias nas condições de trabalho
Ato acontecerá nesta quarta (02)

Pela terceira vez, os motoboys de Niterói farão uma manifestação com o objetivo de serem ouvidos pelo prefeito de Niterói, Axel Grael. Dessa vez, a manifestação ocorrerá nesta quarta-feira (02), a partir das 7h, seguindo o mesmo caminho feito pela categoria em atos anteriores: saindo do Fonseca (na frente da loja da Honda), o grupo se encaminhará para a casa do Prefeito, no bairro de São Francisco, e depois seguirá para o Centro, em direção à Prefeitura do município. Em alguns trechos do caminho, no entanto, os motoboys irão parar no meio das pistas de locais movimentados, buscando chamar a atenção das pessoas e do trânsito.
Os motoboys se manifestam com o desejo de deixar claro a perseguição que sentem da Guarda Municipal e da Polícia Militar que, segundo eles, atuam de forma autoritária e com abuso de poder sobre a categoria. Eles buscam também conseguir o apoio da Prefeitura de Niterói à classe que se manteve constante durante toda a pandemia, mesmo com os riscos da Covid-19; e desejam o respeito da população perante a categoria. O maior objetivo do ato, para a categoria, é conseguir conversar com o prefeito sobre toda a opressão que os motoboys sentem nas fiscalizações diárias de órgãos públicos.
Na última manifestação feita no dia 26 de maio, os motoboys não foram atendidos pelo prefeito. O primeiro ato deles ocorreu no dia 12 de maio e, na ocasião, eles conversaram com secretários na prefeitura que fizeram promessas, que também não foram atendidas.
"Na primeira manifestação no dia 12, o prefeito Axel Grael não nos atendeu. Ele mandou dois secretários falarem com a gente e explicamos a situação para eles. Contamos sobre como nós nos sentimos perseguidos. Eles, então, pegaram os nossos telefones (meu e de outro colega) e ficaram de nos responder sobre o tema. Sendo que nos sentimos enganados, pois não mandaram mensagem nenhuma para nós, não fizeram nenhum tipo de contato, e quando saímos da prefeitura, começou uma intensificação de blitz pior ainda, apenas sobre as motos. Eles prometeram uma resposta para a gente e não deram. Na manifestação do fim de maio, não fomos nem atendidos pelo prefeito. Fomos tratados como bicho, ninguém veio falar com a gente", contou Leonardo Pereira, de 35 anos, que tem dois filhos e uma esposa grávida e trabalha como motoboy há mais de 10 anos.
Todos os motoboys têm famílias e clamam por melhorias das condições de trabalho. "Dessa vez, temos apoio jurídico e dos direitos humanos. Pedimos que todos os motoboys não trabalhem amanhã e se juntem à gente para pedir melhorias para a nossa categoria. A população também está ao nosso lado. Vemos diversas mensagens nas ruas e nas páginas de internet nos apoiando e pedindo e respeito e dignidade por nós", contou Leonardo.
Os motoboys afirmam que as manifestações vão continuar até que o prefeito os atenda e os escute de alguma forma. "Toda profissão tem pessoas boas e ruins, assim como a nossa, mas precisamos trabalhar e estamos sendo perseguidos por causa de alguns errados. A nossa luta não vai parar e a cada manifestação, mais companheiros da categoria chegam e nos apoiam", acrescentou o motoboy.
Em manifestações anteriores, o ato foi acompanhado, de forma pacífica, pela Guarda Civil Municipal e agentes do 12º BPM (Niterói).