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Semana do consumidor termina nesta sexta (19) com perspectivas diferentes para consumidores e comerciantes

Semana especial de descontos pode ser benéfica para alguns, mas prejudicial para outros; atenção aos golpes

relogio min de leitura | Daniel Magalhães 17 de março de 2021 - 13:21
Grande parte das promoções são feitas online, mas alguns grandes varejistas também participam da semana de desconto
Grande parte das promoções são feitas online, mas alguns grandes varejistas também participam da semana de desconto -

Promoções imperdíveis, descontos de até 80% e tudo isso sem correria, no conforto de sua casa. Se não fosse pela última descrição, facilmente poderíamos pensar em uma Black Friday, mas se trata da Semana do Consumidor, que começou na última segunda-feira (15) com promoções em diferentes sites.

Conhecida como uma Black Friday mais extensa, a Semana do Consumidor é um período em que o varejo realiza promoções para que o comércio seja aquecido. A semana de promoções começa sempre a partir do dia 15 de março em virtude do que o dia representa, que é o Dia do Consumidor, surgido em 1962, nos Estados Unidos, como uma data para relembrar os Direitos do Consumidor. A data, que surgiu como uma forma de lembrar os consumidores de seus direitos e  também fiscalizar o comércio, foi transformada em uma semana de descontos e consumo exacerbado.

Ainda que esvaziada de seu sentido original, ainda é possível conseguir bons descontos na semana especial, mas é necessário ter atenção, pois, ironicamente, há muitos golpes durante a Semana do Consumidor, o que resulta em dor de cabeça para alguns consumidores.

É o caso da dona de casa Waléria Barbosa, de 53 anos, que comprou o tão desejado aspirador de pó em uma dessas promoções. No entanto, inúmeros problemas surgiram logo após a compra. "Primeiro não confirmaram o pagamento, depois confirmaram, mas passou um mês e o produto não tinha chegado e o prazo era de duas semanas. Desisti da compra e ao invés de estornarem o valor integral quiseram devolver como crédito para comprar outro produto na loja. Foi uma perturbação atrás da outra.", contou a dona de casa que, após quase dois meses de estresse, ficou com as mãos abanando.

Para evitar cair em golpes, uma boa medida é conhecer mais o Código do Consumidor, que completa 30 anos neste ano. O guia fornece dicas claras para que o comprador evite problemas e, caso caia em um golpe, saiba como resolver a situação. O código dá dicas importantes sobre devolução, prazo de reclamação, atraso nas entregas, publicidade enganosa e outras informações valiosas.

Mas o problema também não é só para os consumidores. Em tempos de pandemia, muitos negócios tiveram que se reinventar para não perder clientes diante das medidas de restrições que impediram, por vários meses, alguns comércios não essenciais de funcionar normalmente. Não só isso, para alguns estabelecimentos, não criar uma loja online é um risco de ficar ultrapassado pelo avanço tecnológico. O principal exemplo é o do mercado editorial, que vêm perdendo cada vez mais espaço para as gigantes do online que vendem livros a preços baixos e com entrega rápida em todo o Brasil.

A tradicional livraria 'Ler é Arte', na Galeria Matriz, no bairro Zé Garoto, quase fechou as portas no ano passado por conta de problemas financeiros, que foram agravados com a pandemia. O estabelecimento, fundado em 2005, só não fechou as portas devido a uma campanha feita por escritores de São Gonçalo para manter a livraria de pé.

Após a campanha que circulou pelas redes sociais e ganhou até matéria no OSG, leitores e escritores marcaram presença na livraria e compraram vários títulos. A livraria também passou a ter mais presença na internet, com página nas redes sociais e loja online.

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