Deolane Bezerra se manifesta sobre prisão em carta: "Não sou bandida"
A declaração foi publicada nas redes sociais, pela irmã da influenciadora, Dayanne Bezerra

Quase uma semana após ser presa, Deolane Bezerra, se pronunciou sobre o caso através de uma carta que foi publicada nas redes socias, nessa terça-feira (26), pela irmã da influenciadora, Dayanne Bezerra.
No texto, Deolane falou mais sobre as acusações que vem recebendo e disse não ser "bandida". A advogada ainda afirmou que vem sendo perseguida já há cinco anos por ser uma pessoa formadora de opinião.
“Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada", iniciou o texto.
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"Sobre esse processo gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito".
"Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso. Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos. É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida".
"Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos nãos para manter meus princípios e minha ética. Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na Justiça".
"Conto com as orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se arrepender. Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida. Vocês não soltem a minha mão, não viu? Deolane Bezerra (carta ditada por Deolane para irmã e advogada Dayanne Bezerra)”, finalizou.

Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, ação que cumpriu seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Entre os alvos, estão Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que usava empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção. Segundo a apuração, uma transportadora de cargas sediada no interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola. Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos suspeitos de 2018 à 2021.
A análise financeira indica dezenas de transferências fracionadas destinadas à influenciadora, incluindo repasses que somados chegam a R$ 700 mil. Parte desse dinheiro teria sido repassado por um homem que mora na Bahia e recebe um salário mínimo, que é suspeito de atuar como "laranja" no esquema.