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MPRJ investiga possível superlotação em setores do Maracanã

Inquérito apura partidas com Flamengo e Fluminense como mandantes entre dezembro de 2025 e agosto de 2026

relogio min de leitura | Redação
Segundo MP, algumas partidas dos clubes podem ter tido público acima da capacidade em alguns setores
Segundo MP, algumas partidas dos clubes podem ter tido público acima da capacidade em alguns setores -

O Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEDEST/MPRJ) abriu, na quarta-feira (26), um inquérito civil para investigar uma possível superlotação em alguns setores do Maracanã durante jogos de futebol com Flamengo e Fluminense como mandantes. Os dois clubes são sócios da Fla-Flu Serviços S.A., empresa responsável pela administração do estádio.

Segundo o MPRJ, foram identificadas partidas realizadas entre dezembro de 2025 e agosto deste ano em que o número de ingressos emitidos para alguns setores pode ter sido maior do que a capacidade permitida nesses locais.


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O Ministério Público enviou ofícios ao Flamengo, Fluminense, Fla-Flu Serviços, Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios da Polícia Militar (Bepe), às empresas FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution, responsáveis pela venda e logística dos ingressos, e à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

Nos documentos, o MPRJ pede informações sobre a quantidade total de ingressos emitidos para os jogos analisados, incluindo ingressos vendidos, cortesias e gratuidades. Os dados deverão ser separados por setor. O órgão também quer saber quantos ingressos foram efetivamente utilizados, ou seja, quantas pessoas entraram no estádio em cada setor.

O GAEDEST/MPRJ também questiona se existe alguma justificativa técnica para as diferenças encontradas entre o número de ingressos disponibilizados e a presença de pessoas acima da capacidade de determinados setores nas partidas investigadas.

O Ministério Público afirma que a investigação faz parte do trabalho de acompanhamento e fiscalização da política de público nos estádios, com o objetivo de garantir a segurança dos torcedores, especialmente em relação ao respeito à capacidade máxima permitida em cada setor.

Os envolvidos terão 15 dias para enviar as respostas ao MPRJ. Depois disso, o Ministério Público dará continuidade à análise dos dados e à investigação.

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