Contagem regressiva para a Copa começou? Veja como estão expectativas e movimento no comércio
Faltando um mês para o início do torneio, torcedores e lojistas já estão no clima do maior evento do futebol

Álbum da Copa, camisas da seleção, ruas pintadas e muita expectativa. A Copa do Mundo sempre foi um momento em que tudo isso se reunia em prol da torcida pela conquista do título máximo entre seleções. De algumas edições pra cá, alguns rituais foram ficando na memória, como as ruas decoradas e pintadas. O que não mudou, porém, são as expectativas do torcedor quanto à seleção – mesmo em momentos de crise – e a grande oferta de camisas da amarelinha pelos vendedores ambulantes.

O vendedor ambulante do Centro de Niterói, Lucas Silva, de 29 anos, comentou suas expectativas sobre as vendas para essa copa. “Na última Copa vendi muitas camisas. Este ano, as vendas estão um pouco mais devagar, mas acredito que deva melhorar”, disse o vendedor, que acredita que a seleção tem um bom time para disputar o título.
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Carlos André, 52, também vende camisas da seleção no Centro e compartilha da mesma opinião quanto às vendas. “No momento está meio fraco, mas acredito que a demanda vai ser boa.”, comentou Carlos, destacando sua torcida pela convocação do atacante Pedro do Flamengo.

No Alcântara, em São Gonçalo, as vendas já são realidade, segundo o autônomo Wagner Santos, 22 anos. “A camisa da seleção está vendendo bem e com certeza vai vender muito mais até o início da copa.”, afirmou, destacando a beleza do novo uniforme canarinho.
Mas nem só de camisa vive o torcedor, o álbum da copa chegou para quem curte colecionar e trocar figurinhas com os amigos. Diferente dos vendedores de camisas, Márcio Santos, 28, que trabalha em uma banca de jornais em Niterói, enxerga um movimento contrário em relação às vendas.
“Na Copa passada, as vendas de álbuns e figurinhas foram fracas, este ano a procura está melhor. Já vendi bastante e provavelmente vou vender muito mais”, comentou. Este ano, o álbum está sendo vendido a R$ 24,90 e cada pacotinho saindo a R$ 7.

E pra quem quer fugir da tradicional camisa de jogo, tem até opção de roupas em crochê. Alessandra Andrade, artesã e dona da loja “Magia do Crochê”, no centro de Alcântara, oferece uma variedade de peças para quem quer fugir da mesmice. “Aproveitando esse momento em que todo mundo está buscando se personalizar com as cores do Brasil, eu criei uma coleção Copa do Mundo, com tops, vestidos, saias, entre outras peças. Além da coleção pronta, o cliente também pode encomendar alguma peça personalizada", disse a artesã, que comemora a alta nas vendas impulsionada pela copa.

Entre os torcedores, apesar da expectativa de uma boa copa, o clima é de desconfiança.
“A seleção tem bons jogadores, mas acho que não tem um esquema tático certo para chegar longe. Acredito que vai até as Quartas, se muito chega às Semis.”, comentou o estudante Davi Massud, 18.

Morador do Boaçu, o porteiro Joabe Gomes, 49, espera que a seleção vença a competição, mas não disfarça o pessimismo. “Boa parte dos jogadores deixam a desejar com a camisa da seleção. Se passar das Oitavas é um milagre”, afirmou.
A fisioterapeuta Elenice de Assis, 27, também acha que a seleção pode ser eliminada logo nas oitavas. “Sendo bem positiva, talvez dê para chegar à semifinal, mas acredito que nas oitavas já caia”, comentou.

Todos os entrevistados também comentaram sobre a diminuição de ruas decoradas nas últimas copas. José Carlos, 84, morador da Lagoinha, tem um filho artista, deficiente auditivo, que desde a copa de 70 decorou muitas ruas de São Gonçalo. Mas ele acha que este ano o feito não irá se repetir. Para ele, a violência é o principal fator para que as pessoas não se reúnam como faziam em outras copas para decorar e assistir as partidas.
Apesar disso, o espírito de união ainda persiste em torcedores como o terapeuta Eriton, 28, que acredita na força brasileira nesta copa. “Como brasileiro raiz, eu espero que a seleção avance, levando o poder e força brasileira e traga esse título para o Brasil. Vou me reunir com os amigos e a família para assistir os jogos. É um espírito cultural que a gente precisa levar adiante”, comentou.
