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Dorival Júnior rebate críticas após eliminação do Brasil na Copa América

Técnico foi criticado por não estar junto dos jogadores em reunião antes das penalidades

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 08 de julho de 2024 - 21:16
Treinador se posicionar fora da roda de conversa antes dos pênaltis chamou a atenção dos torcedores no Brasil
Treinador se posicionar fora da roda de conversa antes dos pênaltis chamou a atenção dos torcedores no Brasil -

Após a eliminação do Brasil na Copa América para o Uruguai, o técnico Dorival Júnior segue nos Estados Unidos e reflete sobre as atuações do time, além de rebater críticas recebidas sobre sua postura nas disputas de pênaltis. 

Antes das penalidades, o técnico ficou de fora da reunião em que os jogadores recebiam orientações do auxiliar Lucas Silvestre, o que foi considerado por algumas pessoas da mídia e torcedores nas redes sociais, como demonstração do treinador não ter o grupo na mão, mas Dorival discorda.

"Achei um absurdo tudo o que fizeram. Em momento algum me questionaram a respeito de maneira mais direta... Nem sabia daquele assunto. Por uma foto, interpretaram de tal forma que parecia um absurdo de outro mundo. Então, eu preciso ter uma prancheta na mão com os nomes para passar um sentido de organização em cima de um grupo? Me desculpem, mas foi um absurdo o que fizeram, todas as polêmicas em cima de uma simples foto", declarou o comandante da seleção. 


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"Em todas as cobranças que eu participei, eu nunca entro naquela roda. Tudo o que fizemos foi preparatório e anterior a partida. Naquele momento, não preciso falar nada. A não ser que eu perceba uma diferença, uma dificuldade, um problema, uma mudança brusca. Mas não era o caso, estava tudo sinalizado. No minuto final da partida, já definimos quais seriam os batedores. Geralmente, eu fico bem afastado. Se pegar imagem de outros jogos, podem acompanhar que não entro ali. O momento é do jogador. Dele para com ele. Eu não gosto de participar e evito, por ser o momento de tranquilidade e de lembrar tudo aquilo que você fez", emendou Dorival.

O treinador ainda disse que esse é um costume que ele traz desde a época que ainda era jogador: "De um modo geral, estavam todos treinados. Tenho uma coisa comigo que trago desde os tempos de jogador. Teve um campeonato em que todas as partidas que terminavam empatadas iam para os pênaltis, em 88. E eu gostava de me fechar do meu jeito. Até porque, eu me preparava para as batidas anteriormente, como foi agora. Os treinamentos não são apenas um dia antes da partida. Treinávamos com frequência".

Por fim, o comandante da Seleção revelou ainda que se aproximou dos atletas depois da roda já feita por conta da demanda de cortar um jogador das cobranças. Como o Uruguai teve Nandez expulso, o Brasil tirou Guilherme Arana da relação.

"Quando terminou a partida, eu, por trazer isso desde quando atleta, não gosto de ficar ali no meio. Eu não preciso estar com uma prancheta na mão ou com a ordem de batidas, que já tinha sido definida. Eu tinha uma auxiliar ali. O quarto árbitro tinha me chamado porque queria saber qual jogador ficaria fora das cobranças porque o Uruguai teve um jogador expulso e esse corte precisava ser anterior ao início da partida. Quando eu retornei, eu não iria falar nada, mas resolvi falar a respeito da concentração. Foi a única coisa que eu abordei, mas percebi a equipe tranquila". 

A comissão técnica da Seleção ainda está em Las Vegas e retorna ao Brasil em voo fretado na terça-feira, já os jogadores foram liberados na noite de sábado. O Brasil volta a jogar na Data Fifa, em setembro, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. 

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