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Dirigente é acusado de racismo durante partida do Campeonato Carioca

Jogador do Sociedade Esportiva Búzios contou ter sido chamado de "macaco" e "crioulo" por dirigente de time adversário

relogio min de leitura | Redação 10 de outubro de 2022 - 16:11
Caso foi levado para a 134ª DP (Campos dos Goytacazes), que segue investigando
Caso foi levado para a 134ª DP (Campos dos Goytacazes), que segue investigando -

A Polícia Civil foi acionada para apurar um suposto caso de racismo ocorrido durante um partida da Série B2 do Campeonato Carioca na tarde do último domingo (09/10). Segundo relatos, o dirigente do Goytacaz Futebol Clube teria chamado de "macaco" e "crioulo" um dos jogadores do time adversário, o Sociedade Esportiva Búzios.

O jogo aconteceu no estádio Ary de Oliveira e Souza, em Campos, no interior do Rio. O atacante Carlos André Valentim contou que estava prestes a cobrar um escanteio, no fim do primeiro tempo, quando teria sido xingado por Ronaldo Laterça, presidente do Conselho Deliberativo do Goytacaz.

Foi durante esta discussão que Ronaldo teria gritado as injúrias raciais contra o atleta do Búzios, que registrou o caso na 134ª DP (Campos dos Goytacazes) após o término da partida.


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Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, André comentou os ataques sofridos. "Quero deixar bem claro, não é viável uma pessoa ir para um estádio, e chamar alguém de negro, de crioulo e de macaco", reforçou o atacante.

Humberto Junior, presidente do Goytacaz, negou que o dirigente tenha cometido o crime. "Eu estava próximo ao presidente do conselho e não o vi cometendo nenhuma injúria. O bate boca aconteceu porque o atleta não se conformou em desperdiçar a cobrança do escanteio", alegou.

O caso segue sendo investigado pela 134ª DP. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) afirmou que levará a súmula da partida feita pelo árbitro para o Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), que analisará o episódio.

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