Projeto Primeira Chance mantém ação de prevenção contra o coronavírus no Complexo da Coruja
Atitude independente ganha repercussão midiática e centenas de doações em sua sede no Pita

Por Rennan Rebello
"Atenção, comunidade do Morro do 40, no Complexo da Coruja. Estamos fazendo uma ação de prevenção ao coronavírus. Deixaremos um kit de sabonete na sua porta, por favor, lembre sempre de lavar as mãos, precisamos nos defender contra a vírus que está contagiando todo o Brasil. Estamos aqui para te proteger. Para te ajudar a te proteger. Por favor, faça a sua parte", é desta maneira que o líder do Projeto Primeira Chance, Douglas Oliveira, utiliza o seu megafone (comprado nesta semana) para avisar a sua vizinhança no Pita e demais bairros que compreendem a geografia do Complexo gonçalense, de que há itens para serem entregues a fim de protegê-los e conscientizá-los contra a ameaça eminente causada por esta pandemia que assola o mundo.
Conforme foi registrado na última quarta-feira (18), no portal de osaogoncalo.com.br, Douglas, que cancelou todas as atividades gratuitas com viés educacional e cultural na sede do Primeira Chance que fica em sua casa, para evitar aglomerações de alunos que são compostos por crianças e adolescentes, decidiu por conta própria preparar kit de higiene básica para família carentes de seu em torno por ter a consciência de que muitas famílias não tem sequer um sabonete para efetuar a higienização necessária conforme exige o protocolo de segurança para a prevenção contra o contágio do novo coronavírus (covid-19).
Em paralelo a isso, o ativista comunitário também buscou meios de arrecadar alimentos porque muitos moradores são autônomos e devido à recomendação de terem que ficar em casa para evitar contato e risco de novos contágios, a pouca renda destas pessoas passou a ser nula e com isso, surge a impossibilidade de comprar mantimentos básicos para subsistência. Temendo este cenário, Douglas, utilizou o bônus que ganhou do programa Caldeirão do Huck, da TV Globo, que reformou a sede de seu projeto social. Na ocasião, foi lhe dado um vale para compras mensais no Makro, rede atacadista, no Colubandê. Por fim, esta atitude local teve repercussão midiática e com isso, pessoas de diversos lugares se sensibilizaram e entraram em contato com o Primeira Chance através da internet para enviar diversos itens básicos de higiene e alimentos.
Na tarde de hoje (20), Douglas e um grupo de amigos voluntários percorreram mais uma vez as regiões pertencentes do Complexo da Coruja para doarem kits aos moradores. No entanto, Douglas, lamentou em não poder efetuar a entregar a todos. "Graças a Deus estão chegando muitas doações. Eu não sei ainda precisar quantas doações chegaram. A minha esposa Paola e eu passamos a madrugada embalando kits e por isso, não paramos para contabilizar. Apesar desta quantidade parecer muito, infelizmente é pouco. Porque há muita gente morando no Complexo da Coruja e que precisa de ajuda. Mas eu não vou desistir. Temos que ajudar estas pessoas que muitas vezes não tem meios de se prevenir contra o coronavírus", finalizou
A equipe de O SÃO GONÇALO, ontem (19), citou o exemplo abnegado de Douglas Oliveira para a Prefeitura Municipal de São Gonçalo a fim de saber se a Municipalidade teria algum plano para amparar moradores de comunidades da cidade como o Complexo da Coruja. No entanto, até o presente momento a prefeitura não respondeu os questionamentos. A partir disso, OSG disponibiliza novamente aos seus leitores, as perguntas feitas e não respondidas pelo Poder Executivo do município. Contudo, a reportagem se compromete em atualizar esta matéria assim que respondida oficialmente.
1) Há algum plano de prevenção, em andamento, nas comunidades (favelas e áreas de riscos) da cidade? Caso haja. O que vem sendo feito além da parte de comunicação nas redes sociais e no site da Prefeitura?
2) Caso ainda nada tenha sido feito. Por acaso, o gabinete de crise vem discutindo sobre isso? Há algum planejamento neste sentido? Algum prazo?
3) Por acaso há projetos nas Secretarias de Desenvolvimento Social; de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Agricultura e Pesca, e Trabalho ou alguma outra pasta para a população que vive em zonas vulnerabilidade no município, conforme o caso dos moradores do Complexo da Coruja? Por exemplo, disponibilização de materiais básicos de higiene ou algum plano para aproveitar (na esfera pública ou privada - talvez, estimulando empresas) a fim de gerar renda para estes trabalhadores informais de baixa renda, que estão parados, por causa da epidemia do coronavírus?
Ajuda - Para quem quiser contribuir com doações para a ação, que Douglas pretende que seja multiplicada por comunidades da região, basta entrar em contato através das páginas @projeto_primeira_chance no Instagram ou do Facebook (@projetoprimeirachance) ou ir aos pontos de doações que estão recolhendo sabonetes (líquido ou em barra), pasta de dente e alimentos não perecíveis.
1) Sede do Projeto Primeira Chance -
Rua Henrique Bento Espinosa 48, Pita, São Gonçalo
2) Salao 2k -
Rua Marechal Deodoro, 9, Centro de Niterói
Outra opção é o depósito de qualquer quantia na conta bancária abaixo:
Conta Corrente - 66021-7
Banco - Itaú
Titular- Douglas Pinheiro de Oliveira
CPF:13896114778